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Scheidt se mantém no top 2 da SSL Finals e luta por vaga na decisão

Bicampeão olímpico precisa recuperar a ponta da tabela, nesta sexta-feira (7), para garantir passagem direto para a regata decisiva, que será no sábado (8). Os dez melhores avançam para a disputa pelo título, que terá ainda quartas-de-final e semifinal Continuar lendo Scheidt se mantém no top 2 da SSL Finals e luta por vaga na decisão

World Sailing eleva status da Star Sailors League

Brasil x EUA na SSL Finals nas Bahamas (Marc Rouiller/SSL)

Conferência anual em Puerto Vallarta, México, atribui à SSL nível de Evento Especial, até hoje só conferido a outras seis competições

São Paulo (SP) – A World Sailing, o órgão máximo da vela mundial, anunciou em sua conferência anual em Puerto Vallarta, México, neste mês, que a Star Sailors League (SSL) foi reconhecida com status de Evento Especial, condição até hoje atribuída apenas a outras seis regatas: Volvo Ocean Race, America’s Cup, Extreme Sailing Series, World Match Racing Tour, PWA World Tour e World’s Kitesports Association’s Freestyle Tours.

SSL Finals de 2016 (Martinez Studio / SSL)

O status de Evento Especial garante ao órgão mundial reconhecer e sancionar as competições da SSL. A World Sailing também passará a apoiar a Liga com atividades promocionais e de marketing, além de fornecer juízes e oficiais internacionais de regata. Como parte do acordo, os eventos também serão realizados sob as Regras de Navegação e Regulamentos da World Sailing, não impedindo, porém, que a Star Sailors League altere certas regras.

Largada da SSL em Hambugo (APJ Esportes)

Idealizador e proprietário da Star Sailors League, o suíço Michel Niklaus enalteceu a atitude da entidade mundial. “A notícia vem no momento em que estamos nos preparando para a quinta edição da SSL Finals, a partir de 4 de dezembro, em Nassau, nas Bahamas. Ficamos extremamente satisfeitos pelo reconhecimento da World Sailing”, agradeceu o fundador da Star Sailors League.

Niklaus acredita que a forma de disputa seja um dos fatores de sucesso da SSL, entidade dirigida pelos próprios atletas. “Nosso sistema de classificação é inspirado no ranking ATP, do tênis, o que atrai medalhistas olímpicos, estrelas da América’s Cup, campeões mundiais de várias classes e os melhores velejadores de oceano, competindo uns contra os outros em condições de igualdade”, justifica o dirigente suíço. “A Star Sailors League celebra não apenas os atuais heróis da vela, mas as lendas que fizeram a história do nosso esporte”.

Líderes do ranking SSL, Rohart e Ponsot (FRA) (Marc Rouiller / SSL)

Reverências do mandatário – O presidente da World Sailing, com sede em Londres, o dinamarquês Kim Andersen, acrescentou: “Os eventos especiais da World Sailing mostram a variedade e a profundidade do nosso esporte, desde as máquinas de regata de alta performance da Volvo Ocean Race e da America’s Cup, até as disputas mais dinâmicas e criativas como, PWA World Tour e World’s Kitesports Association’s Freestyle Tour”.

“A Star Sailors League oferece às lendas da vela, oportunidade de competir e continuar mostrando suas habilidades. Estamos muito satisfeitos por terem se juntado à seleta família de Eventos Especiais, e ansiosos para trabalhar com Michel e sua equipe”, afirmou Andersen. O brasileiro Torben Grael é um dos vice-presidentes da World Sailing, chamada de ISAF (Federação Internacional de Vela) até 2015.

Sobre a Star Sailors League – Por iniciativa dos melhores velejadores do mundo, um circuito internacional de regatas foi lançado em janeiro de 2013, após o último ano da Star como classe olímpica, nos Jogos de Londres. Com o nome de Star Sailors League (SSL), adotou-se os rankings de timoneiros e proeiros, incluindo-se todas as regatas da classe Star, cerca de 200 por ano, com classificação mundial unificada, a exemplo do ATP World Tour criado pelos próprios jogadores em 1972.

Como no tênis, a SSL distribui prêmios em dinheiro para seus atletas e planeja organizar quatro Grand Slams e uma final mundial entre os anos 2020 e 2022. A premiação total para a SSL Finals nas Bahamas é de 200 mil dólares. A competição é realizada anualmente desde 2013 na primeira semana de dezembro com organização do Nassau Yacht Club. Em 2015 a Suíça recebeu o SSL Lake Grand Slam e no ano seguinte foi realizado o SSL City Grand Slam em Hamburgo, Alemanha. Cada um dos eventos reuniu 80 barcos da classe Star.

 

Rachele Vitello – rachele.vitello@starsailors.com

Ary Pereira Jr – ary70jr@hotmail.com MTb: 23.297 / (11) 9 9275-7044

Lars Grael e Samuel Gonçalves: campeões brasileiros de Star

Bellotti e Bueno: medalha de prata (Aline Bassi / Balaio de Ideias)

No embalo do vice-campeonato mundial, a dupla obteve cinco vitórias nas sete regatas disputadas em Brasília (DF), válidas pelo ranking da Star Sailors League

São Paulo (SP) – A dupla do Rio de Janeiro, Lars Grael e Samuel Gonçalves, dominou com absoluta supremacia o Campeonato Brasileiro da Classe Star disputado até domingo (30/7) em Brasília (DF). Nos quatro dias de competição, Lars e Samuca venceram cinco das sete regatas no Lago Paranoá, com vento de sueste a leste sempre entre 15 e 20 nós (perto de 40km/h), o que contribuiu para ratificar o talento da dupla recém-chegada da Dinamarca, onde conquistou o vice-campeonato mundial de Star há duas semanas.

O evento organizado pelo Iate Clube de Brasília reuniu 19 duplas e atribuirá 250 pontos na próxima atualização do ranking da Star Sailors League (SSL), criada pelos próprios velejadores da classe considerada como a mais nobre da vela entre os monotipos. O Mundial distribuiu 2.500 pontos. “Estou realmente feliz com este título. Brasília nos surpreendeu positivamente com ventos fortes e constantes durante toda a semana. A flotilha estava muito forte e foram merecidos  também o segundo lugar de Marcelo Bellotti e o terceiro de Admar Gonzaga. Velejaram muito bem”, enalteceu Lars Grael.

Largada na classe Star (Edu Grigaitis / Balaio de Ideias)

A dupla campeã nem precisou correr a sétima regata. O título já estava assegurado por antecipação após a sexta prova. O proeiro Samuel constatou a eficiência da dupla campeã, mais bem entrosada a cada competição. “Estamos muito bem afinados, principalmente depois do Mundial. Tivemos apenas dois dias para treinar em Brasília, mas acertamos as regulagens do barco e mantivemos a atenção em cada detalhe da raia”, conta Samuca, campeão mundial de Star com Lars Grael em 2015 na Argentina.

“O que me impressionou foi a força do vento. Nunca vi isso em Brasília. Era Recon (bandeira adotada para retardamento de largada devido ao vento superior a 20 nós) todos os dias. Impressionante!”, destacou Samuca, satisfeito pela conquista em meio a expressivos adversários. “Além do pódio, grandes nomes da vela como, Alessandro Pascolato, Henry Boening (Maguila), Marcelo Fuchs e Reinaldo Conrad, valorizaram o campeonato”. Conrad foi o primeiro brasileiro a conquistar medalha olímpica na vela, com o bronze na classe Flying Dutchman nos Jogos do México em 1968.

Vice com sabor de título – A dupla vice-campeã fez uma campanha de recuperação e conseguiu manter a regularidade após dois resultados ruins no primeiro dia em Brasília. Marcelo Bellotti e Maurício Bueno, do Yacht Club Paulista (YCP), também vinham embalados pelo título de Star conquistado há sete dias na Semana de Vela de Ilhabela. Os terceiros colocados, Admar Gonzaga Neto e Alexandre Figueiredo, de Brasília, venceram as duas únicas regatas que não tiveram Lars e Samuca na primeira colocação.

“Chegamos a Brasília bastante motivados pelo resultado de Ilhabela. A partir do segundo dia acertamos a regulagem do mastro e conseguimos dar ao barco a velocidade que desejávamos. A medalha de prata é uma grande conquista”, considerou o bicampeão brasileiro de Star, Bellotti, que finalizou: “Quero agradecer à BBS Blindagens pela confiança em nosso trabalho e ao meu fiel parceiro Maurício Bueno. Além de excelente velejador, ele ainda tem que me aturar. O Iate Clube de Brasília também está de parabéns”.

Classificação final do Brasileiro de Star – 2017      

  1. Lars Grael e Samuel Gonçalves (RYC): 2+1+1+ 1+1+1+(20) = 7 pontos perdidos
  2. Marcelo Bellotti e Maurício Bueno (YCP): (8)+6+2+2+4,5+3+3 = 20,5 pp
  3. Admar Gonzaga Neto e Alexandre Figueiredo (ICB): 1+2+5+8+(9)+5+1 = 22 pp
  4. Marcelo Fuchs e Ronald Seifert (YCSA): 11+4+(20)+3+4+2+2 = 26 pp
  5. Alessandro Pascolato e Henry Boening (ICRJ): 3+3+3+7+(9)+9+8 = 33 pp

Ranking SSL de timoneiros após o Mundial de Star

1 – Xavier Rohart (FRA) – 10.357 pontos

2 – George Szabo (EUA) – 10.064  3 – Diego Negri (ITA) – 9.299

6 – Lars Grael (BRA) – 7.903

14 – Robert Scheidt (BRA) – 3.489

15 – Torben Grael (BRA) – 3.480

 

Ranking SSL de proeiros após o Mundial de Star

1 – Pierre-Alexis Ponsot (FRA) – 9.664 pontos

2 – Sergio lambertenghi (ITA) – 9.300

3 – Joshua Revkin (EUA) – 8.486

5 – Bruno Prada (BRA) – 8.040 7 – Samuel Gonçalves (BRA) – 7.888

9 – Henry Boening (BRA) – 5.318

 

 

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Scheidt conquista medalha de bronze na sua volta à classe Star

Medalha de bronze na SSL Finals (Troels Lykke/SSL)
Medalha de bronze na SSL Finals (Troels Lykke/SSL)
São Paulo (SP) – Robert Scheidt é medalha de bronze na Star Sailors League (SSL), em Nassau, nas Bahamas. Em seu retorno à classe Star após dois anos dedicados ao ciclo olímpico da Rio 2016 na Laser, velejou ao lado Henry Boenning, o Maguila, e subiu ao pódio logo na primeira competição. “Foi um ótimo resultado. Eu não velejava de Star há muito tempo e logo no meu primeiro campeonato com o Maguila chegamos ao pódio”, disse o bicampeão e maior medalhista brasileiro em Olimpíadas.

A decisão da SSL foi no sábado, 3 de dezembro, e não faltou emoção com as disputas em sistema de eliminatórias. Scheidt e Maguila ganharam as quartas de final e chegaram em segundo na semi para, na sequência, conquistar o bronze. A dupla brasileira chegou a liderar a primeira das quatro pernas da regata final, mas foi ultrapassada pelos norte-americanos Mendelblat e Fatih e pelos franceses Rohart e Ponsot, campeões e vice, respectivamente. “Tivemos a chance de vencer, mas em uma regata decisiva é preciso escolher um dos lados da raia, não adianta ficar no meio. Tomamos a decisão que achamos correta. Mas o importante é chegar ao pódio”, analisou o bicampeão olímpico, que é patrocinado pelo Banco do Brasil, Rolex, Deloitte e Audi, com os apoios de COB e CBVela.

As regatas deste sábado (3) foram disputadas com vento nordeste entre 12 e 14 nós na Baía de Montagu e a eliminação de três tripulações a cada regata garantiu uma dosa extra de dramaticidade às quartas de final e semifinal, que reuniram oito e seis barcos, respectivamente. A final contou com quatro duplas. Os vencedores da primeira fase, Negri e Lambertenghi, da Itália, juntaram-se aos três primeiros da semifinal, os timoneiros Scheidt, Rohart e Mendelblat. Os italianos dominaram a fase de classificação e mais uma vez acabaram em quarto lugar, a exemplo de 2013 em Nassau e do SSL City Grand Slam de Hamburgo (ALE) deste ano.

Robert e Maguila comemoram em Nassau (Troels Lykke/SSL)
Robert e Maguila comemoram em Nassau (Troels Lykke/SSL)

A SSL Finals 2016 distribuiu premiação geral de US$ 200 mil, sendo US$ 40 mil para os campeões, US$ 30 mil para os segundos colocados e US$ 25 mil para os terceiros. Neste ano, a competição reuniu 25 duplas, incluindo 16 medalhistas olímpicos, campeões mundiais, além de vencedores de America’s Cup e Regata Volta ao Mundo. Os campeões somaram quatro mil pontos no ranking da SSL.

Classificação da SSL Finals 2016

  1. Mendelblat/Fatih (USA)
  2. Rohart/Ponsot (FRA)
  3. Scheidt/Maguila (BRA)
  4. Negri/Lambertenghi (ITA)
  5. Polgar/Koy (ALE)
  6. Szabo (EUA)/Natucci (ITA)
  7. Kuznierewicz/Zycki (POL)
  8. Christensen/Milrie (DEN)
  9. Stipanovic/Sitic (CRO)
  10. Fantela/Arapovic (CRO)

 

Maior atleta olímpico brasileiro

Cinco medalhas:

Ouro : Atlanta/96 e Atenas/2004 (ambas na classe Laser)

Prata : Sidney/2000 (Laser) e Pequim/2008 (Star)

Bronze : Londres/2012 (Star)

176 títulos – 86 internacionais e 90 nacionais, incluindo a Semana Internacional do Rio, o Campeonato Brasileiro de Laser e a etapa de Miami da Copa do Mundo, todos neste ano.

Laser

Onze títulos mundiais – 1991 (juvenil), 1995, 1996, 1997, 2000, 2001, 2002*, 2004 e 2005 e 2013

*Em 2002, foram realizados, separadamente, o Mundial de Vela da Isaf e o Mundial de Laser, ambos vencidos por Robert Scheidt

Três medalhas olímpicas – ouro em Atlanta/1996 e Atenas/2004, prata em Sydney/2000

Star

Três títulos mundiais – 2007, 2011 e 2012*

*Além de Scheidt e Bruno Prada, só os italianos Agostino Straulino e Nicolo Rode venceram três mundiais velejando juntos, na história da classe

Duas medalhas olímpicas – prata em Pequim/2008 e bronze em Londres/2012

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Brasil é bronze na Star Sailors League Finals nas Bahamas

Scheidt e Maguila com o bronze (Troels Lykke/SSL )
Scheidt e Maguila com o bronze (Troels Lykke/SSL )

Campeão na primeira edição em 2013 com Bruno Prada, neste ano Robert Scheidt retorna ao pódio em Nassau ao lado de Henry Boening , o Maguila

Nassau (BAH) – Scheidt e Maguila venceram a regata das quartas de final, chegaram em segundo na semi e conquistaram o bronze na prova decisiva, garantindo assim, o pódio na Star Sailors League Finals (SSL) nas Bahamas. Mendelblat e Fatih (EUA) sagraram-se bicampeões (2014 e 2016), enquanto os franceses Rohart e Ponsot ficaram com a medalha de prata. As regatas deste sábado (3) foram disputadas com vento nordeste entre 12 e 14 nós na Baía de Montagu.

Contravento na regata final (Troels Lykke/SSL )
Contravento na regata final (Troels Lykke/SSL )

A eliminação de três tripulações a cada regata garantiu a emoção nas quartas de final e semifinal disputadas respectivamente por oito e seis barcos. A final reuniu quatro duplas: os vencedores da primeira fase, Negri e Lambertenghi (ITA), juntaram-se aos três primeiros da semifinal, os timoneiros Scheidt, Rohart e Mendelblat. Os italianos dominaram a fase de classificação e mais uma vez acabaram em quarto lugar, a exemplo de 2013 em Nassau e do SSL City Grand Slam de Hamburgo (ALE) deste ano.

Scheidt e Maguila chegaram a liderar a primeira das quatro pernas da regata final, mas acabaram ultrapassados por Mendelblat e Rohart. “Tivemos a chance de vencer, mas em uma regata decisiva é preciso escolher um dos lados da raia, não adianta ficar no meio. Tomamos a decisão que achamos correta. Foi um ótimo resultado. Eu não velejava de Star há muito tempo e logo no meu primeiro campeonato com o Maguila chegamos ao pódio”, analisou Scheidt, maior medalhista olímpico do País.

O bicampeão em Nassau, Mark Mendelblatt, comemorou o título de 2016 e não poupou elogios ao parceiro. “A batalha foi muito dura, a exemplo de nossa vitória há dois anos. Eu disse ao Brian: ‘vamos manter os pés no chão e continuar tentando, pensando em uma regata por vez’. Ele (Brian Fatih) fez um ótimo trabalho na proa do barco, principalmente na semifinal e final”.

Brasileiros antes da regata decisiva (Troels Lykke/SSL )
Brasileiros antes da regata decisiva (Troels Lykke/SSL )

A SSL Finals 2016 distribuiu premiação geral de 200 mil dólares, sendo 40 mil para os campeões, 30 mil para os segundos colocados, 25 mil para os terceiros e assim sucessivamente. Neste ano, a competição reuniu 25 duplas, incluindo 16 medalhistas olímpicos, campeões mundiais, além de vencedores de America’s Cup e Regata Volta ao Mundo. Os campeões somaram quatro mil pontos no ranking da SSL.

Mais informações: finals.starsailors.com

Classificação da SSL Finals 2016

  1. Mendelblat/Fatih (USA)
  2. Rohart/Ponsot (FRA)
  3. Scheidt/Maguila (BRA)
  4. Negri/Lambertenghi (ITA)
  5. Polgar/Koy (ALE)
  6. Szabo (EUA)/Natucci (ITA)
  7. Kuznierewicz/Zycki (POL)
  8. Christensen/Milrie (DEN)
  9. Stipanovic/Sitic (CRO)
  10. Fantela/Arapovic (CRO)

 

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Scheidt e Boenning estão mais perto da decisão da SSL

Scheidt e Boenning buscam classificação para as finais (Marc Roullier / SSL)
Scheidt e Boenning buscam classificação para as finais (Marc Roullier / SSL)

Dupla brasileira disputa as duas últimas regatas da fase de classificação nesta sexta-feira (2) já focada nas finais de sábado (3). Nesta quinta-feira, Scheidt e Boenning tiveram um dia difícil em Nassau e caíram da liderança para a terceira posição

São Paulo (SP) – Robert Scheidt segue no top 3 rumo às finais da Star Sailors League (SSL), em Nassau. Nesta sexta-feira (2), duas regatas encerram a primeira fase e os 10 barcos mais bem classificados avançam para a decisão, sábado (3), quando acontecem as quartas-de-final, semifinal e final, sempre em disputas eliminatórias. Ao lado Henry Boenning, o Maguila, o maior medalhista olímpico do Brasil luta pelo bicampeonato nas Bahamas.

A quinta-feira (1) reservou as maiores dificuldades para Scheidt/Maguila nesta edição da SSL. Nas três regatas do dia, a dupla não conseguiu velejar na frente. Com isso, obteve um 16º, 11º e 5º lugares e caiu da liderança geral para o terceiro lugar, com 33 pontos perdidos. A ponta da tabela agora é ocupada pelos norte-americanos Mark Mendelblatt e Brian Fatih, com 24 pontos perdidos, seguidos pelos Diego Negri e Sergio Lambertenghi, com 30. Os demais brasileiros na disputa estão fora do top 10. Torben Grael e Guilherme de Almeida estão em 17º (111 pontos perdidos), enquanto Jorge Zarif e Bruno Prada aparecem em 18º lugar (127 pontos perdidos).

Apesar de ter permanecido dois anos afastado da classe Star em função do ciclo olímpico na Laser para a Rio 2016, Scheidt prova que não ‘perdeu a mão’ na Star. Tanto que segue na firme na briga pelo bicampeonato. Em 2013, venceu a primeira edição da SSL Finals ao lado de Bruno Prada. “Vamos lutar, neste último dia da classificação, pelo segundo lugar geral, o que garante a passagem diretamente para a semifinal. Seria uma grande vantagem, porém, o mais o importante é passar de fase. Com previsão de vento fraco, tudo é possível. São apenas três pontos de diferença para os italianos. Dá para buscar”, disse o bicampeão olímpico, que é patrocinado pelo Banco do Brasil, Rolex, Deloitte e Audi, com os apoios de COB e CBVela.

A Star Sailors League reúne os 25 melhores timoneiros e proeiros da temporada de 2016. Todos estão em busca da premiação geral de 200 mil dólares (cerca de 650 mil reais). Entre as 25 duplas que formam a flotilha, estão 16 campões mundiais e seis medalhistas de ouro em Olimpíada.

Maior atleta olímpico brasileiro

Cinco medalhas:

Ouro : Atlanta/96 e Atenas/2004 (ambas na classe Laser)

Prata : Sidney/2000 (Laser) e Pequim/2008 (Star)

Bronze : Londres/2012 (Star)

176 títulos – 86 internacionais e 90 nacionais, incluindo a Semana Internacional do Rio, o Campeonato Brasileiro de Laser e a etapa de Miami da Copa do Mundo, todos neste ano.

Laser

Onze títulos mundiais – 1991 (juvenil), 1995, 1996, 1997, 2000, 2001, 2002*, 2004 e 2005 e 2013

*Em 2002, foram realizados, separadamente, o Mundial de Vela da Isaf e o Mundial de Laser, ambos vencidos por Robert Scheidt

Três medalhas olímpicas – ouro em Atlanta/1996 e Atenas/2004, prata em Sydney/2000

Star

Três títulos mundiais – 2007, 2011 e 2012*

*Além de Scheidt e Bruno Prada, só os italianos Agostino Straulino e Nicolo Rode venceram três mundiais velejando juntos, na história da classe

Duas medalhas olímpicas – prata em Pequim/2008 e bronze em Londres/2012

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Dupla brasileira rumo às finais da SSL nas Bahamas

Tensão na largada em Nassau (Martinez Studio / SSL)
Tensão na largada em Nassau (Martinez Studio / SSL)

Scheidt e Maguila estão em terceiro lugar na classificação geral e fecham a primeira fase da Star Sailors League com mais duas regatas nesta sexta (2/12)

Nassau (BAH) – Uma brisa leve que não passou de nove nós (17 km/h) impulsionou as três regatas desta quinta-feira (1º/12), penúltimo dia da fase de classificação da Star Sailors League Finals em Nassau nas Bahamas. Largar bem e se manter em espaço livre na raia foi fundamental nessas condições. A qualidade e o equilíbrio da flotilha faz com que os barcos cheguem praticamente juntos na primeira marca de contravento. Foi necessário adquirir velocidade para fugir do enrosco entre os cascos no contorno das boias ao final da primeira perna de cada regata.

Mark Mendleblatt e Brian Fatih (EUA) correram sem problemas para obter quarto, quinto e primeiro lugares, assumindo a liderança da fase. Diego Negri e Sergio Lambertenghi (ITA) começaram o dia marcando um modesto 19º lugar. No entanto, recuperaram-se com segunda e terceira colocações e mantiveram a vice-liderança. Robert Scheidt e Henry Boening (BRA) não conseguiram repetir o excelente desempenho de quarta-feira (30). Cruzaram a chegada em 16º e 11º lugares, para fechar o dia com uma quinta colocação que lhes deixam na terceira posição geral.

Mendelblat e Fatih (EUA) (Martinez Studio / SSL)
Mendelblat e Fatih (EUA) (Martinez Studio / SSL)

Os franceses Xavier Rohart e Pierre-Alexis Ponsot tiveram ótimo desempenho com dois segundos e um sexto lugares, saltando para o quarto lugar na classificação geral. Sime Fantela e Antonio Arapovic (CRO) formam agora a principal equipe convidada vip. Conquistaram vitória convincente na primeira regata do dia. Subiram do 11º para o quinto lugar na tabela. Torben e Madá estão em 17º, Zarif e Prada enfrentam os problemas provocados pela quebra do mastro no segundo dia e ocupam a 19ª posição.

Fantela chegou à Nassau como campeão olímpico da classe 470 nos Jogos Rio 2016. “Foi um dia perfeito para mim. O vento leve nos ajudou porque nossa tripulação também é leve. A primeira regata foi incrível. Tínhamos boas táticas, boa velocidade e controlávamos os adversários. Talvez um caminho para as finais, mas ainda faltam duas regatas e tudo é possível”, considerou o croata.

Negri e Lambertenghi (ITA) (Martinez Studio / SSL)
Negri e Lambertenghi (ITA) (Martinez Studio / SSL)

Paul Cayard e Joshua Revkin (EUA) obtiveram três colocações entre os dez primeiros, assim como Augie Diaz e Arnie Baltins, também dos EUA. Robert Stanjeck e Frithjof Kleen (GER) venceram uma regata. “Navegamos muito bem, porém, com o vento mais fraco quando você faz boa largada fica mais fácil manter a liderança e a ‘pista livre’ para ampliar a distância”, avaliou o alemão Stanjeck.

O medalhista de bronze da Laser nos Jogos do Rio, Sam Meech, da Nova Zelândia, não teve a melhor sorte nas regatas do dia. Os problemas com as velas aumentaram suas dificuldades ao lado do vencedor da América’s Cup Craig Monk. Os Kiwis ainda chegaram em oitavo lugar na última regata e recuperaram o ânimo. “É um evento fantástico, com grandes velejadores em cenário excepcional. Ambos estamos encantados com a SSL Finals em Nassau”, afirmou Monk.

Vela ao vivo na internet – As regatas decisivas desta sexta-feira começam às 14h de Brasília, com transmissão ao vivo no finals.starsailors.com . Apenas as dez primeiras equipes seguirão para as eliminatórias neste sábado: quartas de final, seminal e final em sequência. A premiação geral do campeonato é de 200 mil dólares. Primeiro e segundo colocados entre as 25 tripulações terão o privilégio de seguir para final e semifinal respectivamente.

A SSL Finals transmite as regatas ao vivo, na íntegra, pela Internet com comentários de especialistas e convidados especiais, incluindo Dennis Conner, quatro vezes vencedor da America’s Cup. Na água, a mais recente tecnologia em câmera de alta definição, bem como o Virtual Eye 3D, garantem emoção e completa visualização da raia aos fãs da vela. Em 2015, as transmissões diretamente de Nassau atingiram 100 mil acessos de audiência.

Os brasileiros Zarif e Prada (Martinez Studio / SSL)
Os brasileiros Zarif e Prada (Martinez Studio / SSL)

Classificação após nove regatas (um descarte)

1. Mendelblat/Fatih (USA) – 24 pontos perdidos

2. Negri/Lambertenghi (ITA) – 30 pp

3. Scheidt/Maguila (BRA) – 33 pp

4. Rohart/Ponsot (FRA) – 51 pp

5. Fantela/Arapovic (CRO) – 74 pp

6. Kuznierewicz/Zycki (POL) – 74 pp

7. Polgar/Koy (ALE) – 78 pp

8. Stipanovic/Sitic (CRO) – 80 pp

9. Olezza/Melo (ARG/POR) – 81 pp

10. Christensen/Milrie (DEN) – 85 pp

17. Torben/Guilherme (BRA) – 111 pp

18. Zarif/Prada (BRA) – 127 pp

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