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Scheidt vence mais duas regatas e fica com o vice-campeonato da classe Laser na Copa Brasil

Bicampeão olímpico ficou muito perto do degrau mais alto do pódio em Florianópolis. Foi superado por Bruno Fontes apenas no critério de desempate. Agora, seu foco retorna para a star, com a disputada da SSL Finals, em dezembro, nas Bahamas Continuar lendo Scheidt vence mais duas regatas e fica com o vice-campeonato da classe Laser na Copa Brasil

Scheidt disputa a Copa Brasil na classe Laser a partir desta terça-feira (20)

O maior medalhista olímpico brasileiro volta à classe que o consagrou na competição realizada no Iate Clube de Santa Catarina, em Florianópolis Continuar lendo Scheidt disputa a Copa Brasil na classe Laser a partir desta terça-feira (20)

Nomeado para a Comissão de Atletas da vela, Bruno Prada propõe mudanças no COB

Bruno Prada, o mais votado na Comissão de Atletas (Luhan Grolla / YCP)

Velejador do Yacht Club Paulista e demais eleitos foram nomeados em 1º de setembro, em meio às revelações contra o Comitê Olímpico Brasileiro

São Paulo (SP) – No momento em que o medalhista olímpico e tetracampeão mundial Bruno Prada é nomeado para a Comissão de Atletas da Confederação Brasileira de Vela, como um dos cinco velejadores eleitos, os detritos deixados pelos Jogos Rio 2016 vêm à tona com a Operação Unfair Play (jogo sujo), deflagrada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal após ação conjunta entre Brasil e França.

Prada com Scheidt na classe Star (Studio Borlenghi / SSL)

“A conta olímpica chegou. O legado dos Jogos não existiu e o esporte brasileiro vai andar 20 anos para trás” Assim reagiu Prada, o velejador mais votado pelos filiados à CBVela, diante de um escândalo que parecia eminente, envolvendo o Comitê Olímpico Brasileiro (COB), seu presidente Carlos Arthur Nuzman e a aparentemente promíscua realização da Olimpíada do Rio de Janeiro.

“Estas primeiras denúncias são apenas sobre a candidatura. Imagine quando a investigação tomar o rumo das obras e prestação de serviços? Pode ser um momento importante para que nosso esporte venha a ter novos dirigentes e líderes que tragam novo formato de gestão como, por exemplo, a limitação de mandato”, deseja Prada, considerado um dos melhores proeiros do mundo na classe Star.

Ganhador de duas medalhas olímpicas (prata e bronze) ao lado de Robert Scheidt e tetracampeão mundial de Star, o atleta do Yacht Club Paulista (YCP) obteve 94 votos. Também foram eleitos: Isabel Swan (RJ/71), Samuel Albrecht (RS/67), Bruno Bethlem (RJ/62) e Bruno Fontes (SC/60). Votaram em cinco candidatos, 280 velejadores registrados em suas respectivas federações estaduais.

Prada na Star com o americano Augie Diaz (Marc Rouiller / SSL)

Voto direto e transparência – A Comissão de Atletas, com mandato válido até 31 de dezembro de 2020, foi nomeada em 1º de setembro, quatro dias antes de o esquema da candidatura olímpica brasileira ser revelado pela Polícia Federal. Os representantes poderão compor colegiados e integrar chapas para eleição aos cargos de direção. A CBVela se torna assim, a primeira entidade olímpica do País a ter o voto para eleição presidencial aberto aos atletas.

“Toda participação por voto direto é benéfica. A vela está criando o modelo que, enfim, atribui voz aos atletas, por enquanto restrito aos olímpicos, mas no futuro será importante incluirmos a vela jovem, de oceano, categoria máster. Tudo a seu tempo”, avalia Prada, acostumado a ser chamado de ‘presida’ (presidente) pelos colegas da vela, devido à sua natural liderança nas causas em favor dos atletas.

“O COB deveria ser o primeiro a seguir o exemplo da CBVela, abrindo suas eleições aos atletas. O voto indireto foi extinto no País há 30 anos. Não podemos permanecer com essa prática. Não existe nada mais nocivo ao esporte. É o voto direto que garante legitimidade na escolha e evita o perpetuamento no poder. O exemplo começa de cima”, sustenta o multivencedor da vela, Bruno Prada.

 

Ary Pereira Jr – ary70jr@hotmail.com

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