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Scheidt vence a primeira regata do dia nas Bahamas e lidera a Star Sailors League Finals 2018

Bicampeão olímpico veleja ao lado do proeiro Henry Boening e conseguiu ser regular em três das quatro provas desta quarta-feira (5). Com isso, volta ao mar nesta quinta-feira (6), para defender a ponta da classificação geral Continuar lendo Scheidt vence a primeira regata do dia nas Bahamas e lidera a Star Sailors League Finals 2018

Oito brasileiros entre os melhores velejadores do mundo na SSL Finals nas Bahamas

Nassau vai receber em dezembro, 25 duplas formadas por vários campeões mundiais e medalhistas olímpicos na sexta edição da Star Sailors League Finals Continuar lendo Oito brasileiros entre os melhores velejadores do mundo na SSL Finals nas Bahamas

Scheidt faz balanço positivo da temporada 2017 e projeta 2018

Robert e Maguila com a medalha de prata (Carlo Borlenghi / SSL)

Medalha de prata na SSL Finals, bicampeão olímpico confirma estar longe da aposentadoria e, aos 44 anos, pretende seguir velejando na classe Star e ingressar na vela oceânica

São Paulo (SP) – Robert Scheidt encerra a temporada 2017 no lugar onde se acostumou a frequentar ao longo da vitoriosa carreira, o pódio. Medalha de prata na SSL Finals, o bicampeão olímpico faz um balanço positivo do ano que está terminando e projeta novos desafios para 2018. “Tive um ano diferente, em que me dediquei à classe 49er até setembro, e foi uma bela experiência. Mas voltar a velejar de Star foi um prazer muito grande. Pretendo continuar na Star, fazendo competições como a Star Sailors League, juntamente com planos de ingressar na vela oceânica”, explicou.

O pódio em Nassau (Carlo Borlenghi / SSL)

A SSL Finals, encerrada sábado (9), em Nassau, nas Bahamas, marcou a primeira competição internacional de Robert Scheidt após anunciar o encerramento do ciclo visando os Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020, na classe 49er, a qual lutou por um ano em busca de adaptação aos 44 anos de idade. “Como disse, 2017 foi um ano muito interessante, de transição. E encerrar com um bom resultado em Nassau valeu demais. É um evento que cresce cada vez mais. Tivemos um nível espetacular. A regata final foi um belo show, com trocas de posições e muita emoção até o final”, afirmou o bicampeão olímpico, que tem patrocínio do Banco do Brasil e Rolex e apoio do COB e CBVela.

Os campeões da SSLFinals 2017 (Carlo Borlenghi / SSL)

Ao lado do proeiro Henry Boenning, o Maguila, Robert Scheidt ficou a um segundo do inglês Paul Goodison e do alemão Frithjof Kleen na linha de chegada da regata final, no sábado (9). Deixar a medalha de ouro escapar por menos de um barco de diferença não deixou o bicampeão olímpico chateado. “Claro que adoraria ter saído com o título. Faltou muito pouco, mas lutamos até o fim. Demos o máximo e acabamos com a prata por bem pouquinho. No fim das contas, foi um bom resultado. Eu e o Henry estamos muito contentes com este final de temporada”, completou o maior medalhista olímpico do Brasil, com cinco pódios.

Maguila e Scheidt comemoram o pódio (Carlo Borlenghi / SSL)

Scheidt comentou mais sobre a decisão da Star Sailors League. “Talvez tenha sido o dia que velejamos melhor a semana toda, fizemos algumas mudanças no barco que foram muito boas. O Henry está de parabéns, fez um grande trabalho na proa, sempre muito calmo, muito forte, ajudando bastante em fazer o barco andar, foi ótimo ter velejado com ele mais este ano. Nunca havia disputado uma regata decisiva com final tão dramático, mas foi bom ver um novo vencedor para a competição, um velejador da classe Laser. As outras três duplas da regata final já haviam chegado ao pódio. Esta edição da SSL Finals foi a de nível mais elevado que já disputamos. Vários campeões mundiais e medalhistas olímpicos ficaram fora das regatas eliminatórias. Goodison e Kleen mereceram o título, mas estou muito feliz com o resultado.”

Maguila e Scheidt comemoram o pódio (Carlo Borlenghi / SSL)


O resultado ratifica o alto nível de velejada de Scheidt. Com apenas um mês de treino com Maguila na Star, conquista a medalha de prata em uma competição que reuniu os maiores velejadores do mundo. Os 50 iatistas divididos em 25 duplas conquistaram 24 medalhas olímpicas, sendo 14 dos brasileiros presentes em Nassau, e disputaram uma premiação de 200 mil dólares (cerca de R$ 660 mil). 

Lado a lado na linha de chegada (Gilles Morelli / SSL)

Histórico na SSL Finals – Scheidt foi campeão no ano de estreia da SSL Finals, em 2013, com Bruno Prada. No ano seguinte, com o mesmo proeiro, ficou em quinto lugar. No ano passado, faturou a medalha de bronze da competição, fazendo dupla com Henry Boenning.

Robert Scheidt tem duas medalhas de ouro olímpicas (Atlanta/96 e Atenas/2004 e uma prata (Sidney/2000) na classe Laser, mais uma prata e um bronze na Star (Pequim/2008 e Londres/2012). Ao todo, são 11 títulos mundiais na Laser e três na Star. Na Rio/2106, terminou na quarta colocação. Scheidt tem patrocínio do Banco do Brasil e Rolex e apoio do COB e CBVela.

Robert é prata na Star em Nassau (Carlo Borlenghi / SSL)

Maior atleta olímpico brasileiro

Cinco medalhas:
Ouro : Atlanta/96 e Atenas/2004 (ambas na classe Laser)
Prata : Sidney/2000 (Laser) e Pequim/2008 (Star)
Bronze : Londres/2012 (Star)

177 títulos – 86 internacionais e 91 nacionais, incluindo a Semana Internacional do Rio, o Campeonato Brasileiro de Laser e a etapa de Miami da Copa do Mundo, todos em 2016. Em novembro de 2017, pela Star, conquistou a Taça Royal Thames.

Laser
– Onze títulos mundiais – 1991 (juvenil), 1995, 1996, 1997, 2000, 2001, 2002*, 2004 e 2005 e 2013
*Em 2002, foram realizados, separadamente, o Mundial de Vela da Isaf e o Mundial de Laser, ambos vencidos por Robert Scheidt
– Três medalhas olímpicas – ouro em Atlanta/1996 e Atenas/2004, prata em Sydney/2000

Scheidt e Maguila velejaram em alto nível a semana inteira (Gilles Morelli / SSL)


Star
– Três títulos mundiais – 2007, 2011 e 2012*
*Além de Scheidt e Bruno Prada, só os italianos Agostino Straulino e Nicolo Rode venceram três mundiais velejando juntos, na história da classe
– Duas medalhas olímpicas – prata em Pequim/2008 e bronze em Londres/2012

Mais informações:

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Prata dramática para o Brasil na Star Sailors League Finals em Nassau

Goodison e Kleen: campeões (Carlos Borlenghi / SSL)

Scheidt e Maguila conquistam o vice-campeonato nas Bahamas com diferença de apenas um segundo para os campeões Goodison (GBR) e Kleen (GER)

Nassau (BAH) – Robert Scheidt e Henry Boening, o Maguila, viveram uma final de campeonato repleta de emoções em Nassau, nas Bahamas. Exatamente como propõe o regulamento da Star Sailors League Finals, com regatas eliminatórias no dia decisivo. Após 45 minutos de prova, a dupla brasileira cruzou a linha de chegada apenas um segundo depois dos campeões Goodison (GBR) e Kleen (GER).

Scheidt e Maguila: medalha de prata (Gilles Morelle / SSL)

“Queríamos muito a medalha de ouro, mas uma surfada na última onda, em cima da linha, fez com que eles chegassem um instante à frente. Faltou muito pouco, mas o importante é que lutamos até o fim. Estávamos em quarto e ultrapassamos dois barcos, o que não é fácil. O Henry está de parabéns, fez um ótimo trabalho na proa”, analisou o bicampeão olímpico Scheidt.

Barco vice-campeão da SSL Finals (Gilles Morelle / SSL)

O entrosamento entre Scheidt e Maguila ficou nítido nos momentos mais delicados vivenciados pela dupla na Baía de Montagu, principalmente neste sábado (9). “Mantivemos a calma quando foi necessário e ainda conquistamos nossa primeira vitória no campeonato (semifinal). O vento estava muito rondado e fomos felizes em acertar a tática nas pernas de popa. O objetivo era o pódio. Bronze em 2016, prata neste ano e quem sabe o ouro em 2018”, projetou Maguila.   

A primeira regata do dia, pelas quartas de final, foi a última do campeonato para as duas duplas italianas, Negri/Lambertenghi e Bruni/Colaninno, e também para os ingleses Saxton e Mitchell. O outro britânico, Goodison, venceu ao lado do alemão Kleef, aproveitando rajadas de sul a sueste entre 12 e 17 nós (30 km/h).

Mendelblatt e Fatih: bronze (Gilles Morelle / SSL)

Primeira vitória na hora exata – Como vice-líderes, Scheidt e Maguila entraram diretamente na semifinal, com pontuação zerada, juntando-se aos cinco barcos sobreviventes das quartas. A dupla brasileira largou bem e assumiu a liderança, com apenas 10 metros de vantagem sobre os franceses Rohart e Ponsot no final do primeiro contravento. O duelo se manteve ao longo da regata, com alternância de posições na terceira perna. Os brasileiros chegaram à frente por 14 segundos.

Goodison e Kleef garantiram a terceira vaga por diferença de apenas dois segundos sobre os alemães Buhl e Koy. Também foram eliminados os poloneses Kusznierewicz e Zycki, e os norte-americanos Cayard e Trinter. Chegara o momento de os vencedores da fase de classificação e bicampeões da SSL Finals em 2014/16 juntarem-se aos outros três barcos da semifinal. Na condição de líderes, Mendelbatt e Fatih foram diretamente para a regata decisiva.

Na raia da Baia de Montagu, disputa dramática estava reservada para Brasil, Estados Unidos, França e Inglaterra em busca do ouro, prata e bronze. Na primeira perna os quatro barcos velejaram separados por apenas 20 metros. Scheidt e Maguila montaram a primeira boia em quarto lugar. No vento em popa, ultrapassaram franceses e americanos, partiram para cima de Goodison e Kleen e provavelmente teriam vencido se o percurso tivesse apenas mais alguns metros.     

Sobre a Star Sailors League – Por iniciativa dos melhores velejadores do mundo, um circuito internacional de regatas foi lançado em janeiro de 2013, após o último ano da Star como classe olímpica, nos Jogos de Londres. Com o nome de Star Sailors League (SSL), adotou-se os rankings de timoneiros e proeiros, incluindo-se todas as regatas da classe Star, cerca de 200 por ano, com classificação mundial unificada, a exemplo do ATP World Tour criado pelos próprios jogadores em 1972.

Como no tênis, a SSL distribui prêmios em dinheiro para seus atletas e planeja organizar quatro Grand Slams e uma final mundial entre os anos 2020 e 2022. A premiação total para a SSL Finals nas Bahamas é de 200 mil dólares. A competição é realizada anualmente desde 2013 na primeira semana de dezembro com organização do Nassau Yacht Club. Em 2015 a Suíça recebeu o SSL Lake Grand Slam e no ano seguinte foi realizado o SSL City Grand Slam em Hamburgo, Alemanha. Cada um dos eventos reuniu 80 barcos da classe Star.

Regata Final (14ª do campeonato)

1 – Goodison (GBR) / Kleen (GER)

2 – Scheidt / Maguila (BRA)

3 – Mendelblatt / Fatih (EUA)

4 – Rohart / Ponsot (FRA)

 

Rachele Vitello – rachele.vitello@starsailors.com
Ary Pereira Jr – ary70jr@hotmail.com
MTb: 23.297 / (11) 9 9275-7044