Primeiros veleiros confirmam presença no Circuito de Floripa

floripa

O XXVI Circuito Oceânico da Ilha de Santa Catarina, que esse ano terá o retorno da Mitsubishi como patrocinadora do evento, começa a confirmar os primeiros veleiros de outros estados na principal semana náutica de Santa Catarina. A Escola Naval, do Rio de Janeiro, será representada pelos veleiros Dourado, Marlim e Bujipirá, todos inscritos na classe ORC, na competição que acontece entre os dias 4 e 7 de fevereiro, na raia de Jurerê.

As tripulações das equipes da Escola Naval são compostas sempre por aspirantes. “Todos que desejam fazer parte do Grêmio de Vela da Escola Naval são submetidos a uma seletiva em seu 1º ano escolar, onde são testadas suas habilidades e a vontade de aprender a velejar e, se aprovado pela tripulação das demais turmas, os novos Aspirantes já começam a tripular os veleiros em regatas”, explica Lucas Tordino, Comodoro do Grêmio de Vela da Escola Naval.

As competições nacionais têm grande importância para a evolução dos jovens aspirantes e são uma constante na história da Escola Naval. “O registro mais antigo que achei de participação da Escola Naval foi em 1984, no III Circuito Oceânico de Santa Catarina”, comenta Lucas Tordino.

Mesmo com uma equipe com menos experiência do que as demais tripulações, as equipes da Escola Naval virão a Santa Catarina com boas perspectivas: “Nossas tripulações têm alta rotatividade, onde todo ano saem tripulantes de uma turma mais experiente e entram tripulantes mais novos. Nossas expectativas de alcançar um bom resultado são sempre muito altas. Sempre vamos para a água buscando fazer nosso melhor”, encerrou o Comodoro do Grêmio de Vela da Escola Naval.

Quem também confirmou presença no XXVI Circuito Oceânico da Ilha de Santa Catarina foi o catarinense Absoluto, do comandante Pedro Prosdócimo. Assim como os velejadores da Escola Naval, a equipe está bastante motivada para a competição no início de fevereiro.

“Como sempre, o Circuito Oceânico é um dos melhores campeonatos de Vela de Oceano da América do Sul. Acho que participei pela primeira vez na década de 80 e depois disso, sempre que possível, estamos firmes. Acredito que nós teremos muitos barcos de fora, que devem engrandecer e elevar o nível da competição, por isso acho que este ano teremos bastante dificuldades, mas vamos lutar para estar no pódio, como tem sido nos últimos anos”, revela o comandante Pedro Prosdócimo.

Inscrições:
As inscrições para o XXVI Circuito Oceânico da Ilha de Santa Catarina já estão abertas. Para mais informações basta entrar em contato com a Secretaria de Eventos Náuticos do Iate Clube de Santa Catarina através do email  eventosnauticos@icsc.com.br ou no (48) 3225-7799 com Lucas ou Fogaça.

Fonte: ABVO

Circuito Salvador reúne 18 barcos na baía de Todos os Santos

salvador

Terminou neste final de semana o Circuito Salvador de Oceano. O evento, que teve como sede o Iate Club da Bahia, reuniu 18 barcos nas classes IRC, RGS, MOCRA, HPE 25, Aberta e Mini. Foram disputadas quatro regatas, com percursos médios e longos. O resultado final foi o seguinte:

IRC:

  1. Angela Star VI
  2.  Ventaneiro 3
  3. Marujo’s

RGS:

  1.     Alpha II
  2.     Dracon I
  3.     Kiri Murê

MOCRA:

  1.     Odara
  2.     Pick Nick
  3.     Triskel

HPE 25:

  1.     Fuguinha
  2.     Blitz

Aberta:

  1.     Mahalo

Mini:

  1. V-max 5

Fonte: ABVO


IRC

Classe IRC é a que mais cresce na Bahia

A Classe IRC chegou no Brasil há pouco tempo, mas já tem se mostrado um sucesso. Só em 2014, 68 barcos foram medidos na regra e a previsão é de que este número aumente em 2015. E na Bahia a IRC é a classe que mais vem crescendo. O maior exemplo disso foi o Circuito Salvador, disputado entre os dias 16 e 18 de janeiro no Iate Club da Bahia. A classe foi a mais numerosa, com oito barcos.

“A aceitação da IRC na Bahia foi surpreendente. É claro que, como Diretor da ABVO na Bahia, tinha como meta a implantação da IRC no nosso estado, mas imaginava que isso se daria em um processo longo e gradativo. Contudo, assim que anunciamos que mediríamos os primeiros barcos, conseguimos reunir 10 comandantes interessados e que foram medidos no início de janeiro. Além destes, mais três barcos já sinalizaram que irão medir e então já estamos programando uma nova rodada”, disse Luis Eduardo Pato.

Através do diretor da IRC Pierre Joullie e com apoio da ABVO, os certificados puderam ser emitidos na França antes do Circuito Salvador.

“Eu gostaria de ver na IRC os caras que estão na RGS e os ex-ORC, que não são tão profissionais como os que estão ganhando na ORC hoje em dia. A regra tem uma medição simples, justa, na qual você pesa o barco, e é possível agradar a gregos e troianos!”, disse Pierre Joullie

Para se inscrever na classe, basta acessar o site da ABVO (http://bit.ly/146I1h7) na parte de associados, preencher todos os dados e realizar o pagamento. Posteriormente deve ser feito o agendamento para que o barco seja medido. Depois disso é só colocar o barco na água e começar a velejar!

Fonte: ABVO

Tiago Quevedo levou o Brasil ao pódio da Mussanah Race em Oman

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Tiago Quevedo fez bonito na Arábia ao ficar em quarto lugar na Mussanah Race Week da classe Optimist, que terminou neste sábado em Oman. E não poderia ter fechado a sua participação de melhor maneira ao vencer a décima regata da flotilha ouro que teve 55 competidores. O velejador gaúcho, único representante brasileiro no evento, confirmou mais uma vez o seu talento na classe Optimist.

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Resultados completos

Fonte: VDS

 

Copa do Mundo de Vela em Miami é primeiro desafio de Robert Scheidt em 2015

Scheidt estreia em Miami | Foto: Thom Touw
Scheidt estreia em Miami | Foto: Thom Touw

Competição reúne os melhores velejadores do mundo, em campanha olímpica, a partir desta segunda-feira (26) em Biscayne Bay

São Paulo – Robert Scheidt volta à água nesta segunda-feira (26) para sua estreia na temporada 2015. Primeiro grande teste do ano pré-olímpico, a etapa de Miami da Copa do Mundo de Vela reunirá mais de 800 velejadores de 63 países, em dez classes olímpicas e três paralímpicas, na raia de Biscayne Bay, na Flórida. A Laser tem a flotilha mais numerosa, com 120 barcos e alguns dos mais fortes adversários de Scheidt, como o australiano Tom Burton, o croata Tonci Stipanovic e o também brasileiro Bruno Fontes.

“O nível está altíssimo, como devem ser todas as principais competições deste ano, um ano chave, com seletivas para formação das equipes olímpicas em cada país. O clima será sempre de mundial, a partir de agora. O Tom Burton está de volta, o Tonci Stipanovic também. Os holandeses vêm Robert Scheidt muito fortes, como o Rutger Van Schaardenburg, e o Bruno Fontes está em ótima fase”, lembra Scheidt, dono de cinco medalhas olímpicas (dois ouros, duas pratas e um bronze) e 14 títulos mundiais, entre Laser e Star.

Primeiro grande teste do ano | Foto: Fred Hoffmann
Primeiro grande teste do ano | Foto: Fred Hoffmann

Vice-campeão da etapa de Miami da Copa do Mundo em 2014, após uma disputa acirrada com o Robert Scheidtcroata Stipanovic, o vencedor, Scheidt já vem treinando na raia de Biscayne Bay há uma semana. “Houve problemas com a chegada dos barcos da Europa. O meu atrasou e tive de treinar até sábado (24) com um barco alugado. Mas o equipamento chegou a tempo para a competição”, conta o brasileiro, patrocinado por Banco do Brasil, Rolex, Deloitte e Audi, com os apoios de COB e CBVela. O barco de Robert estava na Itália, onde o velejador reside. “Estou muito animado para o primeiro evento do ano e confiante em um bom desempenho. O mais importante será não cometer erros na primeira fase e manter a regularidade.”

A competição em Biscayne Bay segue o formato dos eventos olímpicos, com dez regatas para a classe Laser, divididas entre as fases classificatória e final, e descarte do pior resultado. Os dez melhores velejadores disputam o título no sábado (31), na medal race, valendo pontos dobrados.

Calendário 2015

26 a 31/1 – segunda etapa da Copa do Mundo de Vela, Miami (EUA)
30/3 a 04/4 – Trofeo Princesa Sofía, Mallorca (ESP)
12 a 17/5 – Semana Olímpica de Garda (ITA)
29/6 a 08/7 – Mundial de Laser, Kingston (CAN)
12 a 19/7 – Jogos Pan-Americanos de Toronto (CAN)
05 a 22/8 – Evento-Teste para os Jogos do Rio/2016, Rio de Janeiro (BRA)
05 a 15/12 – Copa Brasil, Rio de Janeiro (BRA)

Maior atleta olímpico brasileiro

Laser
Onze títulos mundiais – 1991 (juvenil), 1995, 1996, 1997, 2000, 2001, 2002*, 2004 e 2005 e 2013
*Em 2002, foram realizados, separadamente, o Mundial de Vela da Isaf e o Mundial de Laser, ambos vencidos por Robert Scheidt
Três medalhas olímpicas – ouro em Atlanta/1996 e Atenas/2004, prata em Sydney/2000

Star
Três títulos mundiais – 2007, 2011 e 2012*
*Além de Scheidt e Bruno Prada, só os italianos Agostino Straulino e Nicolo Rode venceram três mundiais velejando juntos, na história da classe
Duas medalhas olímpicas – prata em Pequim/2008 e bronze em Londres/2012

Mais informações em www.robertscheidt.com.br

Twitter: @robert_scheidt
Facebook: Robert Scheidt

Local da Comunicação – Juliana Leite (MTB 49.580)
E-mail: juliana@localcom.com.br
Tels: Juliana (11) 3263-0683 e (11) 98457-9704

Martin Lowy, do Audi YCSA, defende pódio de 2014 em regatas no Rio

Martin Lowy | Foto: Euroradialyouth
Martin Lowy | Foto: Euroradialyouth

Atleta do Audi YCSA Sailing Team faz pausa na classe olímpica Nacra 17 para tentar repetir o pódio de 2014 no Brasileiro de Laser Radial

São Paulo (SP) – O Audi YCSA Sailing Team terá dois representantes no Campeonato Brasileiro Masculino de Laser Radial, a partir deste domingo (25) no Rio de Janeiro. Martin Lowy e Nicolas Garcia estão entre os 35 velejadores inscritos na competição que tem como sede o Iate Clube do Rio de Janeiro (ICRJ). Martin brigará novamente pelo pódio. Foi bronze no Brasileiro de 2014 em Recife, além de conquistar o título de campeão nacional na Laser 4.7, há um ano, no mesmo local.

Após dominar a Laser Radial na última temporada, conquistando também a Copa da Juventude, em Florianópolis, e chegando ao quarto lugar no Mundial da Juventude, em Portugal, Martin migrou para a classe olímpica Nacra 17, onde desenvolve campanha ao lado de Adriana Overgoor. “Chegamos a ganhar uma regata de Nacra na Copa Brasil, em dezembro, também no Rio, mas nosso foco é 2020”, avisa Martin enquanto retorna por alguns dias à classe Laser, na qual obteve seus melhores resultados.

Nicolas Garcia | Foto: Divulgação / YCSA
Nicolas Garcia | Foto: Divulgação / YCSA

Por coincidência, os amigos, e na água adversários, Nicolas e Martin, iniciam neste ano o curso de Administração na ESPM. Só não sabem ainda se estarão na mesma classe. “Quero continuar velejando na Laser, porém, agora com a faculdade são dois focos. Mas como temos o apoio da Audi, pretendo disputar nesta temporada outros campeonatos importantes, como o Mundial da Juventude, em dezembro, na Malásia”, pondera Nicolas, terceiro na sub-19 no Brasileiro de 2014.

Além dos representantes do Audi YCSA Sailing Team, o Yacht Club Santo Amaro terá outros dois velejadores nesta semana no Rio de Janeiro: Eduardo Guimarães e André Schwarz. Com organização do Iate Clube do Rio de Janeiro e Associação Brasileira da Classe Laser, o campeonato contará com embarcações de seis estados (SP, RJ, RS, SC, BA e PR), mais o Distrito Federal.

Estão programadas dez regatas, sendo duas por dia, de domingo à quinta-feira (29), com um descarte a partir da quinta prova e dois após a oitava. A primeira largada do dia está prevista para as 13h. A Laser Radial tem área vélica de 5,7 m², enquanto nos barcos da Laser Standard, classe olímpica de Robert Scheidt, a área da vela é de 7,1 m².

Martin e Scheidt, associados do YCSA | Foto: ZDL/Divulgação
Martin e Scheidt, associados do YCSA | Foto: ZDL/Divulgação

Audi YCSA Sailing Team – Foi formado no início de 2014 com o objetivo de reforçar a missão de formar os futuros velejadores. O projeto abrange 40 atletas da Vela Jovem distribuídos entre as classes Optimist, 420, Laser, 29er e Byte. O apoio está voltado para a aquisição de barcos e velas, contratação de técnicos especialistas nas classes envolvidas e viabilização de viagens para intercâmbio e disputa das principais competições internacionais. Robert Scheidt, o maior atleta olímpico brasileiro em todos os tempos e ganhador de 14 títulos mundiais entre as classes Laser e Star, é o embaixador da marca no País.

Yacht Club Santo Amaro – Fundado em 1930, o YCSA consolidou-se ao longo de oito décadas como um celeiro de campeões da vela à margem da Represa de Guarapiranga, extremo sul de São Paulo. Conhecido também por Clube dos Alemães, devido à origem de seus fundadores, o YCSA sustenta como principal missão revelar os talentos para a vela brasileira. Campeões e medalhistas olímpicos, mundiais e pan-americanos como Robert Scheidt, Alex Welter, Cláudio Biekarck, Reinaldo Conrad, Peter Ficker, Gunar Ficker e Marcelo Batista elevaram o Brasil em suas conquistas nas principais competições mundiais.

Mais informações no site ycsa.com.br
Fanpage no Facebook: www.facebook.com/yachtclubsantoamaro

Ary Pereira Jr. – MTb 23297 / ary@zdl.com.br
Tel: 11 32855911 / Vivo: 9 7602-2986 / Tim: 9 9275-7044

Regata 469º Aniversário de Santos | Resultados

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Prezados Velejadores,

Neste sábado, 24 de janeiro de 2015, o Clube Internacional de Regatas homenageou a Cidade de Santos realizando  regata comemorativa ao seu aniversário que no próximo dia 26 completará 469 anos.

Esta regata marca a abertura da temporada de vela 2015 na baixada santista que contou com 22 veleiros participando nas diversas classes. Foi um dia excelente para  os competidores que também  proporcionaram um magnifico show náutico atraindo diversos espectadores.

Os resultados foram os seguintes:

CLASSE IRC

1º Ruda –  Mário Martinez

2º Mandinga: Jonas de Barros Penteado

3º H3+ – Carlos Rato

4º Pi Shorts Co – Haroldo Monteiro

5º YES – Elder Anjos

 

CLASSE  RGS-A

1º Pelayoa –  Eduardo Cotton

2º Inaê –  Bayard F Humbuzeiro Filho

3º Saba –  Marco Calil

4º Chrispin – José Carlos

5º Easygoing – Julio Aukler

 

CLASSE  RGS-B

1º Aloha –  Renato Nonno

2º Icti –  Alfredo Peres

3º Thor –  Russo

4º Candão – Kiko

5º Viva – Salatiel

6º Clara – Alberto Gonçalves

7º Grandpa – Juca Andrade

 

5º RGS CRUISER

1º PanaPana –  Nilson Dias

2º Dreans – Lauro Malheiro

3º Babilônia –  Marcio Valdivia

4º Panda –  Ronei Figueiras

5º Kokimbos – Paulo Jorge Cidral

 

REGATA DE OCEANO ANIVERSÁRIO DE SANTOS 469 ANOS – REALIZADA EM 24/01/2015 –  CLUBE INTERNACIONAL DE REGATAS
Classe Barco Modelo TCC Largada Hora Chegada Tempo Real Tempo Corrigido Colocação
IRC Ruda First 40 1,0730 13:35:00 15:07:50 1:32:50 1:39:37
Mandinga NEO25 0,9320 13:35:00 15:23:15 1:48:15 1:40:53
H3+ AUNES31R 1,0060 13:35:00 15:17:25 1:42:25 1:43:02
Pi Shorts Co Wind 34 0,9990 13:35:00 15:22:47 1:47:47 1:47:41
Yes RANGER 22 0,8080 DNS DNS
Classe Barco Modelo TMFAA Largada Hora Chegada Tempo Real Tempo Corrigido Colocação
Pelayo SKIPPER 30 0,9351 13:35:00 14:48:34 1:13:34 1:08:48
Inaê Jeanneaus DS 1,0664 13:35:00 14:40:31 1:05:31 1:09:52
RGS A Sabá FAST 310 0,9365 13:35:00 14:51:04 1:16:04 1:11:14
Chrispin FARR 38 0,9166 13:35:00 15:02:18 1:27:18 1:20:01
Easygoing Delta 32 0,9151 13:35:00 15:23:21 1:48:21 1:39:09
Classe Barco Modelo TMFAA Largada Hora Chegada Tempo Real Tempo Corrigido Colocação
RGS CRUISER Panã Panã FARR 38 0,9167 13:35:00 14:51:48 1:16:48 1:10:24
Dreans Delta 36 0,9441 13:35:00 15:05:52 1:30:52 1:25:47
Babilônia Delta 36 0,9660 13:35:00 15:07:47 1:32:47 1:29:38
Panda Fibramar 34 0,9248 13:35:00 DNS #VALOR! #VALOR!
Kokimbos 0,8677 13:35:00 DNF #VALOR! #VALOR!
Classe Barco Modelo TMFAA Largada Hora Chegada Tempo Real Tempo Corrigido Colocação
RGS B Aloha Delta 0,8271 13:35:00 14:58:17 1:23:17 1:08:53
ICTI ARUDA 28 0,8372 13:35:00 15:00:20 1:25:20 1:11:26
Thor RANGER 22 0,805 13:35:00 15:08:10 1:33:10 1:15:00
Candão Fast 0,8088 13:35:00 15:16:33 1:41:33 1:22:08
Viva Fast 0,8250 13:35:00 15:14:47 1:39:47 1:22:19
Clara Fast 30.3 0,8326 13:35:00 15:14:43 1:39:43 1:23:01
Grandpa FAST 23 0,8156 13:35:00 15:25:38 1:50:38 1:30:14

Atenciosamente

Zé Carlos – Chrispin

Time que encalhou barco na Volvo Ocean Race dispensa navegador

November 3, 2014. Leg 1 onboard Team Vestas Wind. Wouter Verbraak looks out at the 30+ knots of wind he predicted on Day 23
November 3, 2014. Leg 1 onboard Team Vestas Wind. Wouter Verbraak looks out at the 30+ knots of wind he predicted on Day 23

O Team Vestas Wind, barco da Dinamarca na Volvo Ocean Race, anunciou que o holandês Wouter Verbraak não faz mais parte da equipe. No comunicado, enviado nesta sexta-feira (23), os dirigentes da equipe, patrocinadores e o comandante Chris Nicholson analisaram o que ocorreu na segunda etapa da regata e decidiram não continuar com o navegador. O barco precisa ser reconstruído após encalhar em uma ilha do Oceano Índico no final do ano passado. O incidente prejudicou o time, que foi obrigado a perder quase todas as pernas.

Os dinamarqueses confirmaram também que pretendem voltar à disputa da Volta ao Mundo a partir da etapa de Lisboa, em junho de 2015. “O Team Vestas Wind deseja sorte e agradece aos serviços prestados por Wouter Verbraak”, disse Chris Nicholson, comandante do Team Vestas Wind.

December 03, 2014. Team Vestas Wind crew arrives to Mauritius with all the equipment they rescued from the boat after grounding on the Cargados Carajos Shoals on the 29th November; The crew are safe and uninjured but had to abandon the ship after it sustained damage to the stern. In this image is Wouter Verbraak and Rob Salthouse. Wouter Verbraak, Rob Salthouse and Peter Wibroe upon their arrival to Mauritius.
December 03, 2014. Team Vestas Wind crew arrives to Mauritius with all the equipment they rescued from the boat after grounding on the Cargados Carajos Shoals on the 29th November; The crew are safe and uninjured but had to abandon the ship after it sustained damage to the stern. In this image is Wouter Verbraak and Rob Salthouse. Wouter Verbraak, Rob Salthouse and Peter Wibroe upon their arrival to Mauritius.

O velejador Wourter Verbraak também se manisfestou: “Estou muito triste por deixar o Team Vestas Wind, mas respeito a decisão de Chris Nicholson. Eu gostaria de poder ajudar na reconstrução do barco. Agora sigo minha carreira e em breve posso anunciar meu rumo”.

No mesmo comunicado,  os diretores do Team Vestas Wind confirmaram que o resto da tripulação continua e terá papel decisivo na reconstrução do barco no estaleiro Persico, na Itália.

O barco encalhado foi removido do arquipélago de São Brandon, nas Ilhas Maurício, antes do Natal. Um cargueiro da Maersk leva a embarcação para Gênova, na Itália. Mais tarde, o veleiro vai para Bergamo, onde fica o estaleiro.

December 19, 2014. Team Vestas Wind salvage operation begins in St Brandon Island - Mauritius.
December 19, 2014. Team Vestas Wind salvage operation begins in St Brandon Island – Mauritius.
January 2, 2015. Team Vestas Wind Recovery; Team Vestas Wind Shore Manager, Neil Cox, directs operations as the boat is lowered from the ship.
January 2, 2015. Team Vestas Wind Recovery; Team Vestas Wind Shore Manager, Neil Cox, directs operations as the boat is lowered from the ship.

Seis barcos seguem na disputa da Volvo Ocean Race 2014-15. As equipes participam da terceira etapa, entre os Emirados Árabes Unidos e a China. A regata está em sua reta final e tem o chinês Dongfeng Race Team na ponta.

Fonte: Volvo Ocean Race

A primeira travessia com o Gaia 1 do Rio de Janeiro até Santos

Veleiro Gaia no pier do ICRJ passando por reparos finais - Foto: Max Gorissen
Veleiro Gaia no pier do ICRJ passando por reparos finais – Foto: Max Gorissen

A preparação para a partida

São 9:35 h da manhã do Sábado, 20 de Dezembro de 2014. Coordenadas: 25º 56´ 0” S e 45º 11´ 0” W … para quem não tem uma carta náutica na mão, esta é a coordenada da entrada do piscinão do ICRJ – Iate Clube do Rio de Janeiro. Hora de partir do Rio de Janeiro para o Guarujá com meu “novo” veleiro de nome Gaia 1 (ex. Navy Blue).

Apenas para esclarecer e ilustrar para os fanáticos por veleiros, “Novo” é uma maneira carinhosa de chamar o veleiro que procuro há dez anos; um “antigo” veleiro F&C 40, classe IOR, com design de German Frers, fabricado em 1987 pelo Astilleros Frers y Cibilis S.A. na Argentina.

Para se ter uma ideia, se o Swam é o Rolls-Royce dos veleiros, o F&C, em comparação, no meu ponto de vista, é o Jaguar dos veleiros. É um veleiro concebido em uma época em que o importante era ser marinheiro e rápido, não uma casinha, com uma concepção de Gentleman-Racer, onde o proprietário levava seus amigos para uma regata e pernoitava confortavelmente no veleiro. A premissa é que sejam rápidos, seguros, marinheiros, refinados, confortáveis e muito ágeis em uma regata.

Max Gorissen, Plinio Prado e Matias Menutti - Foto: Matias Menutti
Max Gorissen, Plinio Prado e Matias Menutti – Foto: Matias Menutti

Naquele horário das 9:35 h, acabávamos de realizar as três últimas tarefas antes da partida; completar o diesel, tomar um belo banho e um café da manhã reforçado no restaurante do Iate Clube. Comigo, nesta viagem de 210 milhas náuticas (se fossemos em linha reta), meu cunhado Matias Menutti e meu amigo Plinio Prado (proprietário do veleiro ¼ Tonner – Mariner Ranger 26, de nome Samurai).

Ambos chegaram na sexta-feira 19, ao final da tarde, e perderam os quatro dias anteriores de “conquistas delirantes”, que é como chamo os dias de trabalho exaustivos para preparar, com uma infinidade de pessoas estranhas, entre marinheiro, prestadores de serviço, fornecedores e “pessoas cheias de opinião”, o veleiro para uma partida segura.

Corcovado a partir da Urca - Foto: Max Gorissen
Corcovado a partir da Urca – Foto: Max Gorissen
Baia da Guanabara em frente a Urca - Foto: Max Gorissen
Baia da Guanabara em frente a Urca – Foto: Max Gorissen

Preparar, novamente, é uma maneira carinhosa para expressar a interminável lista de coisas a fazer, do tipo: finalizar a troca do estaiamento (troquei de estai rígido para cabos de aço 316 “Morsing” 1X19 nas medidas de 12, 10, 8, 7 e 6mm, incluindo 1 par de “runners” e os respectivos terminais e esticadores), montagem e recolocação do mastro no veleiro, ajuste do mastro, troca das adriças, troca de alguns moitões, reconexão dos eletrônicos e luzes de navegação (todo este trabalho realizado de maneira impecável pelo Renato da Nautos RJ e sua equipe). Enquanto isso, mandei revisar todas as velas (um belíssimo enxoval composto de duas mestras, duas genoas, três spinakers e um gennaker), a capa do lazy-jack e o bimini e mandei confeccionar novas coberturas para as gaiútas e para as antenas do GPS/Chart-Plotter. Tem mais, precisei comprar um novo ferro Bruce de 25 Kg para usar de reserva e novos pirotécnicos, revisei e guardei em local “a mão” os salva-vidas, guardei todos os “equipamentos imprescindíveis” que estavam sobrando há anos por falta de uso no meu outro veleiro (um ¼ Tonner – Mariner Ranger 26, de nome ORM), verifiquei a parte elétrica, o fogão/gás, a geladeira, os eletrônicos, o piloto-automático, as bombas de porão, a limpeza do tanque de combustível e de água doce, o boiler, as baterias (motor e serviço), a privada, o sistema do leme e por último, mandei fazer a “lingada” para raspar as cracas e outros seres do mar que estavam “procurando” uma carona para o Guarujá, grudados ao casco e ao eixo e hélice. Finalizando toda a “preparação”, a troca dos dois anodos (casco e eixo do hélice) … Você já deve estar cansado só de ler… não pare, vai melhorar com a viagem!

Lingada do Gaia 1 no ICRJ para limpeza do casco e troca de anodos - Foto: Max Gorissen
Lingada do Gaia 1 no ICRJ para limpeza do casco e troca de anodos – Foto: Max Gorissen

De qualquer maneira, como sempre ocorre, partindo do princípio de que o motor é o tendão de Aquiles de todo velejador, a nova bomba d’água que havia adquirido através do representante da Volvo Penta no RJ, ficou presa na alfândega e tive de organizar, no dia 18 para o 19, uma “gambiarra” na bomba d’água atual, que vazava por todos os lados (veja vídeo).

Como velejador consegue sempre tudo, resolvi provisoriamente o problema e, por última vez, voltando às 9:30 h da manhã do dia 20, após uma explicação à tripulação das normas de segurança, dos procedimentos a serem realizados tanto a motor quanto a vela, mostrar os locais onde encontrar a salvatagem e esclarecer de maneira clara e esmagadora que quem manda no veleiro sou eu, partimos.

Gaia 1 pronto para partir  - Foto: Max Gorissen
Gaia 1 pronto para partir – Foto: Max Gorissen

Rumo ao Saco do Céu – Ilha Grande – RJ

A manhã do dia 20 estava perfeita para partir… a motor. O dia mostrava que iria ser muito quente e, apesar da previsão no Windguru e no dpc.mar.mil ser de ventos de até 5 nós, com rajadas de 8, vindos de 130º e marolas de 1.2 m, com intervalo de 12 segundos, vindos de 140º, condições perfeitas para uma navegação rumo a Ilha Grande, não sentíamos nem a mais leve das brisas… “Claro! ainda estamos no ICRJ protegidos pelo Pão de Açúcar. É só sair da Baía de Guanabara que vamos ter vento!”, alguém afirmou com toda certeza e esperança.

Soltamos as amarras, guardamos as defensas e partimos para o destino que definimos para jantar e pernoitar, o Saco do Céu na Ilha Grande, tendo ao largo, por boreste, uma das mais belas vistas do Rio de Janeiro, a Urca, com suas belas casas e prédios antigos, parcialmente escondidos pelas árvores da orla e com o Pão de Açúcar como pano de fundo. Por bombordo, as praias do aterro e os prédios da orla iluminados pelo sol e, à popa, o Pico do Corcovado com o Cristo Redentor, encoberto pela névoa daquela manhã sem vento. À proa, víamos o aeroporto Santos Dummont e a Ponte Rio Niterói que, com a orla de Niterói e o Morro do Cantagalo ao fundo, fechavam a visão 360º que davam razão e vazão aos “Ohh!!, Lindo!!, Espetáculo!!”, expressões inevitáveis, usadas, acredito, por todos que alguma vez chegaram ou partiram nestas águas.

Pão de Açúcar e Corcovado vistos do mar - Foto: Max Gorissen
Pão de Açúcar e Corcovado vistos do mar – Foto: Max Gorissen

Ainda passamos pelos outros Ohhs!! e Lindos!! na saída da baía e ao longo das praias do Rio de Janeiro, contudo, nenhum destes consegue descrever a sensação de se ver do mar, o alinhamento formado pelo Pão de Açúcar e o Pico do Corcovado… indescritível!

Às 10:17 h, fizemos a primeira checagem e registro de nossa posição, procedimento que realizaríamos de hora-em-hora, através das coordenadas do GPS que, por estarmos realizando uma navegação costeira, pôde ser conferida de imediato com a identificação em terra do ponto marcado na carta (de papel, é claro!), e que, neste momento, indicava estarmos quase em frente à Ponta do Arpoador. Navegação costeira é uma beleza… não tem como errar! A Ponta do Arpoador estava um pouco avante da bochecha de boreste.

Sem vento, continuamos a motor checando, visualmente, a cada tanto, a temperatura do motor (que deveria ficar entre 70 e 80º a 2.300 rpm), a quantidade de água que saía pelo escapamento e o volume de pinga-pinga na bomba d’água que não conseguimos eliminar.

Registro da posição na carta náutica - Foto: Matias Menutti
Registro da posição na carta náutica – Foto: Matias Menutti
Max Gorissen com o Rio de Janeiro ao fundo - Foto: Matias Menutti
Max Gorissen com o Rio de Janeiro ao fundo – Foto: Matias Menutti

A viagem entre o a Ponta do Arpoador e o Saco do Céu é maravilhosa. A natureza, tanto em terra, com vegetação, praias e montanhas intermináveis, quanto no mar, limpo e cheio de vida, é inebriante, contudo, navegando a 6 nós a motor, é também entediante, principalmente, quando se chega à Restinga da Marambaia, um longo trecho de praia que parece interminável.

Além de interminável, para o velejador que sempre avalia de antemão tanto as ameaças quanto as oportunidades na sua derroca, fica sempre a preocupação de, em caso de emergência, estando perto da costa, não ter nenhuma opção de proteção ou ancoragem. Em caso de problema, se não tiver como rumar para o mar aberto a vela, é inevitável não ir parar dando com o veleiro na praia sendo jogado pela ondulação. Nessa hora, a salvação é saber onde e quando jogar o ferro e rezar por uma brisa de vento para tirá-lo dali.

Matias e Max durante a interminável Restinga da Marambaia - Foto: Plinio Prado
Matias e Max durante a interminável Restinga da Marambaia – Foto: Plinio Prado

No nosso caso, a navegação foi tranquila, tendo passado a Ilha Rasa de Guaratiba às 13:48 h, início da Restinga da Marambaia para quem vem da cidade do Rio de Janeiro, com muita fartura de frutas, água, sucos e o famoso sanduíche de peito de peru e queijo de todo início de navegação. Às 18:00 h em ponto, finalizamos, sem percalços, a faixa que termina diretamente em frente a ponta da Ilha da Marambaia e que mudou nosso rumo, até o momento praticamente uma reta paralela a praia, para a entrada do Saco do Céu (aproximadamente 23º 06’ S – 44º 12’ W).

Como iríamos pernoitar na ilha, ninguém dormiu durante a viagem e viemos batendo um papo gostoso, que era interrompido a cada hora pelo momento mais esperado neste trecho de travessia, o registro da nossa posição na carta e o cálculo de quanto faltava para chegar.

Ilha Grande com pôr do sol por trás da ilha - Foto: Max Gorissen
Ilha Grande com pôr do sol por trás da ilha – Foto: Max Gorissen

Chegamos no Saco do Céu às 20:00 h, ainda com luz, com o pôr do sol por trás da Ilha Grande a iluminar nosso caminho, serpenteando pelo estrito canal até a pequena baía, famosa por refletir as estrelas nas suas águas em noites estreladas.

Se existe um lugar que todo ser humano deveria visitar uma vez na vida, é o Saco do Céu. É um lugar paradisíaco, com águas mornas e claras, cheia de peixes, rodeado por montanhas virgens… e um restaurante que, além de fornecer a poita para o pernoite, tem um menu de peixes e frutos-do-mar delicioso! É o restaurante e pousada Coqueiro Verde (Chamada pelo canal 16 e 17).

Aproveitamos para tomar um banho de água fria na ducha da piscina do restaurante antes de nos deliciarmos com uma porção de lulas fritas e peixe com arroz e batatas fritas… Simples e delicioso!

Voltamos ao veleiro para dormir, limpos e de barriga cheia, um dos benefícios da navegação costeira, e observamos as estrelas refletidas na água! Também dá para ver refletida nas águas, todas as luzes que a ignorância do homem colocou em terra e que prejudicam a experiência completa de quem descobriu e deu nome a este lugar paradisíaco, contudo, mesmo assim, é inevitável não encher a boca e esbanjar os Ahhs!! e Ohhs!! de deslumbramento.

A noite não pode ser mais tranquila. Tirando os geradores de algumas embarcações, o silêncio é “ensurdecedor”! A água não mexe. Acredito que ninguém nunca mareou durante a noite no Saco do Céu. Dormi como uma pedra depois de todo o estresse dos últimos dias antes da partida. Pela manhã, fomos brindados com um magnífico amanhecer.

Amanhecer no Saco do Céu
Amanhecer no Saco do Céu

O Matias, que dormiu na sala, foi o primeiro a acordar, lá pelas 7:00 h, e já estava sentado no deck quando me aproximei. No que me viu, disse … “Max; ¡esto es una maravilla! ¡Es divino! ¡Es hermoso!”, entre outros superlativos que ele expressou com cara de encanto (já deu para deduzir meu cunhado é Argentino). O Plinio, com a movimentação no deck, também acordou e, ao sair, expressou o mesmo, só que em português!

Restaurante Coqueiro Verde ao fundo - Foto: Max Gorissen
Restaurante Coqueiro Verde ao fundo – Foto: Max Gorissen
Embarcações ancoradas no Saco do Céu - Foto: Max Gorisse
Embarcações ancoradas no Saco do Céu – Foto: Max Gorisse
Tripulação unida ao nascer do Sol no Saco do Céu - Foto: Matias Menutti
Tripulação unida ao nascer do Sol no Saco do Céu – Foto: Matias Menutti

Na água, dava para ver o os peixes nadando a diferentes profundidades, até uns 3 metros de profundidade, tamanha a limpidez da água!

Eu não tive dúvida, coloquei a sunga e mergulhei numa água morna e transparente, espantando os peixes para longe do veleiro. Na sequência, veio o Matias e depois, ainda sonolento, o Plinio.

Nadando nas águas mornas e transparentes - Foto: Matias Menutti
Nadando nas águas mornas e transparentes – Foto: Matias Menutti

Nadamos, rodeamos o veleiro apreciando suas linhas e mergulhamos com visão, mesmo sem máscara, de pelo menos dois metros.

A fome bateu e, novamente, uma das maravilhas da navegação costeira… Canal 16; “Coqueiro Verde, Coqueiro Verde, aqui veleiro Gaia 1 requisitando a lancha para ir a terra tomar café da manhã. Coqueiro Verde, copia?” Squeeshhh… Squeeshhh… “Aqui Coqueiro Verde. Canal 17 por favor” … No 17; “Aqui Coqueiro Verde; Estamos enviando a lancha para trazê-los à terra.”

Novamente, banho na ducha da piscina e um café da manhã com ovos mexidos, pão francês canoinha com manteiga na chapa, café com leite e suco de laranja… simplesmente divino!

Partimos às 9:10 h novamente serpenteando o canal e gastando cliques na máquina fotográfica do Matias e nos celulares… como não tem sinal de celular, não conseguíamos mandar as fotos que tinham o objetivo de causar inveja nas respectivas esposas…além de, subconscientemente, esperar que as imagens do paraíso façam com que elas nos acompanhem em outras navegadas. Sonho de todo velejador…

Saco do Céu visto do restaurante  - Foto: Max Gorissen
Saco do Céu visto do restaurante – Foto: Max Gorissen
Gaia 1 no Saco do Céu - Foto: Max Gorissen
Gaia 1 no Saco do Céu – Foto: Max Gorissen

Em vez de rodear a Ilha Grande e sair por mar, decidimos ir por dentro, contornando e costeando a Ilha, e saindo em linha reta entre a Laje do Pendão e a Ponta de Juatinga, na Baia de Ilha Grande.

Foi um passeio maravilhoso, com mar calmo, sem vento, passando por ilhotas e praias de tirar expressões do tipo: “O que estou fazendo da minha vida morando em São Paulo!? Tenho de vir é morar aqui!” … entre outras tantas frases de efeito, cocientes ou inconscientes, que se diz no espírito do momento quando se percebe que a vida é mais do que apenas o mundinho em que vivemos.

Baía de Angra, contornando Ilha Grande - Foto: Max Gorissen
Baía de Angra, contornando Ilha Grande – Foto: Max Gorissen
Não abro mão do registro na carta de papel - Selfie: Max Gorissen
Não abro mão do registro na carta de papel – Selfie: Max Gorissen

De qualquer maneira, às 12:10 h, no meio da entrada da Baía da Ilha Grande, tive de nadar para refrescar… como de costume, nestas regiões isoladas, tinha de ser pelado! Sem as amarras da civilização! Com um acordo de cavalheiros entre os três, verbalmente negociado e unanimemente aceito, com as premissas de não olhar e não se aproximar um do outro num raio de menos de dois metros, desliguei o motor, coloquei a escada, tirei a roupa e pulei na água, do jeito que vim ao mundo, pela popa e com um cabo comprido amarrado em um cunho na mão. Depois veio o Plinio… numa distância segura, mais a proa… o Matias não quis nadar… Não sabe o que perdeu. Apesar de ter nadado por pouco mais de 5 minutos, fez bem à alma… então, após um banho de esguicho com água doce no deck, prosseguimos viagem… vestidos!

Na Ponta da Joatinga, aves levantam vôo - Foto: Max Gorissen
Na Ponta da Joatinga, aves levantam vôo – Foto: Max Gorissen

Às 13:25 h, registramos na Carta Náutica a Ponta de Juatinga por boreste e aproamos para a Ponta Negra, que foi alcançada às 14:26 h. Da Ponta Negra, dá para se avistar a Ilhabela, então, mudamos o rumo em direção ao Farol da Ponta das Canas, calculando que seria o maior percurso da nossa travessia… “Que tal comprar uma pizza no centrinho e seguir viagem noite adentro para Santos?” Perguntei… Resposta. Um unânime: “Sim!”

Após 7 horas de viagem tranquila, com ajuda de 8 nós de vento de través entre a Ilha Anchieta e Caraguatatuba, onde velejamos com motor e a genoa, chegamos à Ponta das Canas na Ilhabela.

Golfinho à proa - Foto: Max Gorissen
Golfinho à proa – Foto: Max Gorissen

Tempestade e Cumulonimbus

Tenho de mencionar o ocorrido perto de Ubatuba. Lá pelas 20:00 h, vivenciei um dos maiores motivos de preocupação quando se fala em meteorologia; o maior acúmulo de nuvens densas e pesadas, de cor cinza escuro, que vi na minha vida… um Cumulonimbus formado por todas suas características: tempestuoso, com fortes ventos, chuvas pesadas, raios e trovões que, por sorte, não estavam sob o veleiro e sim, encima da região da serra de Ubatuba… Fiquei olhando ao longe a luz dos raios que pareciam que explodiam no meio das nuvens altas, densas, de cor cinza, fazendo com que, por um instante, com a luz, ficassem de cor marrom, mais assustadoras do que com a cor cinza… O barulho e a sequência rápida de trovões eram temíveis e fiquei imaginando o que as pessoas em terra estavam passando neste momento. Mesmo estando longe no mar, foi inevitável não pensar que a tempestade me perseguiria já que, no caso de ventos locais, as diferentes superfícies terrestres absorvem quantidades de calor diferentes e, assim, a noite, a brisa vem da Terra para o Mar, o que me deixou preocupado por um bom tempo até chegar à Ponta das Canas e confirmar que a tempestade fico na serra e não “me seguia”.

Plino com o comando - Foto: Matias Menutti
Plino com o comando – Foto: Matias Menutti

Pizza de Forno a lenha no jantar a bordo

O canal entre São Sebastião e Ilhabela formou um corredor de mar tranquilo e avançamos sem incidentes até o píer do centrinho de Ilhabela, onde chegamos às 21:45 h. O píer, estava abarrotado de pescadores em toda sua extensão.

Nenhum pescador mostrou interesse em dar espaço para que amarrássemos o veleiro para desembarcar… a solução foi apontar o veleiro para o píer e acelerar para mostrar minha intenção… foi quando ouvi uma série de gritos e vi a comoção dos pescadores que levantavam os braços como que dizendo: “Aqui não é lugar de veleiro! Sai daqui!” … segui mais um pouco até a primeira boia iluminada de alguma linha com anzol e, fazendo um giro bem aberto, mostrei que estava retornando para atracar… Os carretéis começaram a girar rápido e as boias iluminadas começaram a pular na água em direção ao píer. Os pescadores começaram a abrir um espaço que me parecia suficiente para o veleiro, onde amarramos um dos bordos, sem nenhum problema. Os pescadores seguiram com sua pesca sem dar a menor atenção para o veleiro.

O Matias e o Plinio desembarcaram e foram comprar duas pizzas, uma de Marguerita e outra de Peperoni, na pizzaria do Píer. Foi rápido. Tive tempo de verificar o nível do diesel, suficiente para chegar com folga a Santos (tinha mais dois galões de 35 litros cheios no porão), e revisar o óleo do motor e a bomba d´água… como se perde tempo com os motores… tudo ok, apesar do óleo preto misturado com água no porão do motor que tentei secar com panos de papel e jogar na sacola de lixo. Eles voltaram, desamarramos, guardamos as defensas e partimos com a boca cheia de água!

Pizza para o jantar - Foto: Max Gorissen
Pizza para o jantar – Foto: Max Gorissen

Que delícia comer uma pizza quentinha e feita no forno a lenha no meio de uma travessia. Mais um dos benefícios da navegação costeira … como pano de fundo, as luzes de Ilhabela por um bordo e as de São Sebastião pelo outro … para não me estender em relatos de satisfação; Devoramos a pizza tão rápido que não chegou nem um pedaço no terminal da Petrobrás!

Passamos lá pelas 11:30 h a Ponta da Sela, ao sul de Ilhabela, e tomamos um rumo reto em direção à Ilha da Moela, no Guarujá, por fora, para diminuir a distância e evitar as marolas desconfortáveis da navegação perto da costa.

O gozado deste rumo (longe da costa), é a sensação de que não se está avançando, já que, como a costa está muito longe, os pontos de referência visuais em terra parecem que acompanham o veleiro.

 

Mar e vento bravos na cara

Navegamos, ainda no motor, com o céu todo estrelado e com uma brisa fresca, divino! Revezamos nas sonecas de 1 hora cada, até que lá pelas 03:04 h, em frente à Praia de São Lourenço, em Bertioga, entrou um vento e mar fortes na cara (proa)! Foi um sufoco!

Na minha opinião, o mar em frente a Bertioga é um dos piores de todo o litoral sul para se navegar. Tem muita marola, sempre altas e em períodos muito curtos, que “quebram no casco”, causando um desconforto constante, além de, praticamente, nunca ventar. É um local péssimo para se velejar.

Nessa noite em especial, as marolas estavam grandes e vindo numa sequência muito curta. E ventava muito! Sabíamos pela previsão do tempo de que teríamos a subida de uma frente fria. Os instrumentos marcavam 18 nós com rajadas de 22 nós. Só que tudo vindo na cara! Da proa; Contra nosso rumo… Foram praticamente 2 horas desse sofrimento, até, que passamos a linha da Pedra do Corvo, farol na entrada do canal de Bertioga, quando tudo se acalmou com a proteção da Ilha de Santo Amaro ou, apenas, Guarujá.

Nascer do Sol - Foto: Plinio Prado
Nascer do Sol – Foto: Plinio Prado

Problema a bordo

Lá pelas 05:30 h estávamos com a Ilha das Cabras na praia da Enseada por boreste, rumando para a Ilha da Moela. O dia amanhecia e víamos o céu muito encoberto. Mais adiante, uma faixa de vento se via claramente na superfície do mar … o vento parecia forte … ainda estávamos protegidos pelas montanhas da Enseada, contudo, quando passamos o Morro do Maluf, extremo da praia da Enseada, parece que o vento que partia da Serra em Cubatão, afunilou pelo Canal de Santos e voltou a bater 18 nós com 20 na rajada. Nos animamos, pois existia a chance de finalizar a viagem com uma bela velejada, contudo, quando estávamos discutindo a operação para subir as velas, o motor começou a falhar.

Engasgou, acelerei, engasgou, desacelerei, morreu. Liguei. Pegou. Morreu na sequência. Dei várias aceleradas com o manche em neutro e voltei a ligar já sabendo o que havia acontecido. Pareceu ligar. Não ligou. Deixei a roda do leme centralizada e desci para confirmar minha suspeita. O tanque de diesel estava vazio!

A “porrada” na cara que pegamos em Bertioga aumentou em muito o consumo de diesel e ficamos sem! Inadmissível! Burrice! Êta Manza!!!!!

Não dá para chorar sobre o leite derramado … Guardo a lição para o futuro e adoto o procedimento padrão: pegamos um dos galões de diesel reserva e aos trancos e barrancos conseguimos colocar grande parte do diesel no tanque. O mar ficou muito mexido e, para quem conhece, abastecer nessas condições faz com que parte do diesel vá para dentro do tanque e parte vá para o porão, mesmo com funil (abasteci direto no tanque que fica embaixo do sofá dentro da cabine pois o mar estava muito mexido para abastecer do deck) … cheiro de diesel forte por todos os lados. Retiro a escada e abro o compartimento do motor … motor novo (para mim), procuro a bomba de diesel e a alavanca para sangrar (bombear diesel) o motor. Achei. Tento bombear e percebo que a alavanca não tem pressão. O veleiro mexe de um lado para o outro. Tento novamente e a alavanca não tem pressão. O Matias me traz a chave 13 para soltar o parafuso para sangrar o diesel. Solto o parafuso até aparecer o buraquinho de passagem do diesel. Volto a bombear a alavanca que continua sem pressão. “$#@#@%$¨$#!!!!” … disse em voz alta no linguajar do velejador. “A bomba de diesel está quebrada! … não tem jeito … Vamos velejar!” … mais tarde descobri que a bomba não estava com problema e que, neste motor, quando isso acontece, é só dar um toque no botão da ignição para ele girar e encaixar não sei o que, que faz com alguma “rebimboca” engate para que a bomba tenha pressão … na vela de cruzeiro, muitas vezes, a gente aprende na raça!

O motor não voltou a funcionar - Foto: Max Gorissen
O motor não voltou a funcionar – Foto: Max Gorissen

Velejando para Santos

Subimos as velas com o veleiro balançando nas marolas que retornavam das praias… Pano todo encima, entro no vento e tudo parece acalmar. Giro a roda do leme. O veleiro aderna um pouco, abrimos as velas e entro em popa, o veleiro dispara levantando a proa numa velejada que dá aquela sensação gostosa. Um pouco de desorganização já que estamos conhecendo o veleiro e ainda não sabemos quais cabos e catracas usar. Quero passar por fora da Ilha da Moela. Avante um barquinho de pesca. Preocupação. Será que estão com rede aberta? Cadê as bandeiras? “Matias; Plinio! Procurem boias com bandeiras!”“Max! Tem uma perto da ilha e a outra perto do barco de pesca!”, respondem. Não é que, para variar, os pescadores fizeram uma “barricada” com sua rede bem no rumo que tracei para velejar e fugir da Ilha da Moela!

Pedi para caçarem as velas, mudei o rumo para um través que me levava para bem perto da ponta da ilha, onde não queria ir, contudo, o vento estava bom e as marolas me levavam para longe da ilha … o veleiro entrou no través e arrancou! Como veleja bem este design do Frers! Passamos a ponta da ilha rapidamente e nos demos de cara com os navios de carga distribuídos na entrada do canal, todos a uma distância segura e fora do nosso caminho.

Viramos a Ponta da Monduba, já com visão da Praia Grande a proa. Foi uma velejada fantástica, entrando no canal numa orça com 19,5 nós de vento. O veleiro veleja que é uma maravilha! Acertamos as velas no rumo e centralizei o leme. Entrava rajada e saia rajada e os ajustes no leme eram mínimos! Veleiro levemente adernado, tripulação na borda, o veleiro cortava o mar sem se importar com as marolas pela proa.

Chegando a Santos na vela - Foto: Max Gorissen
Chegando a Santos na vela – Foto: Max Gorissen

Chamei o ICS – Iate Clube de Santos que enviou a catraia para nos buscar bem em frente a Fortaleza de Santo Amaro da Barra Grande, maior monumento histórico de São Paulo construído em 1584 e que fica localizado no Guarujá (em frente a Ponta da Praia de Santos na entrada do canal). Genoa enrolada, mestra guardada na capa de retranca, passamos o cabo para o marinheiro da catraia nos rebocar no exato momento em que um imenso navio, com quatro andares de containers, entrava no canal.

Amarramos o Gaia 1 no pontão flutuante na entrada do ICS às 10:04 h, após praticamente 5 horas de uma velejada incrível! Exaustos, mas felizes.

Gaia 1 amarrado ao pier do ICS - Foto: Max Gorissen
Gaia 1 amarrado ao pier do ICS – Foto: Max Gorissen

Arrumamos tudo a bordo e fomos tomar banho nas excelentes instalações do ICS.

Minha viagem tinha terminado já que iria passar as festas do fim do ano no Guarujá.

Para o Plinio e o Matias, ainda faltava a última perna da viagem: Guarujá – São Paulo de ônibus…

Bons ventos a todos!

Max Gorissen
http://veleirogaia1.blogspot.com.br/

Snipe 2015 – Campeonato Brasileiro no Lago Paranoá 23.01.2015

Bons Ventos

Histórico do Veleiro Snipe. Um bom barco de 14 pés para o iniciante começar a velejar, projetado por William Crosby em 1931. É um barco considerado um dos mais técnicos, pois prioriza o conhecimento técnico. Visando a técnica de velejar  como objetivo principal deixa um pouco de lado o aspecto meramente físico ou atlético do velejador. Este detalhe tão importante permite que a flotilha tenha velejadores das mais diferentes faixas de idade, um barco eu diria familiar, permitindo que os velejadores da classe compitam em condições de igualdades.

Captura de Tela 2015-01-22 às 22.14.40

Divulgar o seu evento de náutica pode fazer a diferença, neste caso temos de estar atento a novos processos que possam melhorar a comunicação. A equipe de medição dos barcos no Campeonato de Snipe 2015 trabalhou com profissionalismo o que dá credibilidade ao evento.

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Na época de sua criação este monotipo de duas velas, uma buja e uma vela grande foi a novidade do iatismo americano. Este monotipo foi vendido em lojas de departamentos, e estratégia de marketing para a disseminação do produto foram desenvolvidas para que o cliente pudesse adquiri o barco pronto, ou construí-lo em casa.

  1. Você pode conhecer um pouco mais sobre este veleiro acessando a nossa playlist no youtube. 
  2. Divulgue, compartilhe, e dissemine informações! A criatividade numa hora destas é essencial. A alegria e espontaneidade é qualidade de vida. São poucas as pessoas que tem esta oportunidade este momento deve ser registrado e divulgado.
  3. Na nossa rede temos também para você o twitter Conhecimento Náutico onde terá uma ideia de tudo que esta sendo publicado na rede. Compartilhe estas informações pois contribui para a a melhoria da cultura náutica e mentalidade marítima.
  4. Lembre-se se os seus sonhos cruzarem a linha do Equador  expresse a sua felicidade ! Expresse seus desejos, faça como os velhos lobos do mar, apitos, músicas, discursos, fantasias e batismo, propriamente dito em água misturada com borra de café.
  5. Curta a vida, e a sua satisfação pessoal, com tradição marinheira, sem ofensas ou brincadeiras de mau gosto.
A divulgação deste material permite que você também colabore com a melhoria de nossa cultura náutica e mentalidade marítima, se você gostou divulgue, compartilhe, bons ventos.

Lembro a você que o seu conhecimento estará restrito somente a você,  se não disseminar a informação. Um conhecimento sem valor nenhum, as leis naturais são sábias se você não transmitir não terá um retorno para o seu próprio crescimento, experimente e cresça conosco.

Copa YCP | Aviso de Regata

copa-ycp
Organização: Yacht Club Paulista (YCP)
Apoio: Federação de Vela do Estado de São Paulo (FEVESP)
1º AVISO DE REGATA Janeiro de 2015

1. REGRAS:
1.1 A COPA YCP será governada pelas Regras de Regata a Vela da ISAF 2013/2016 e pelas regras específicas das classes convidadas.
1.2 Serão aplicáveis as Instruções de Regata (IR) da FEVESP divulgadas no site www.fevesp.org.br

2. PROPAGANDA: a propaganda do competidor será restrita à Categoria “C” e em conformidade com o Regulamento 20 da ISAF. Os barcos podem ser obrigados a expor propaganda escolhida e suprida pela Autoridade Organizadora.

3. ELEGIBILIDADE E INSCRIÇÕES:
3.1 A participação em cada etapa da COPA YCP será aberta aos veleiros das classes:
Star, Lightning, Tornado, A-Class, Microtonner, Snipe, Finn, Laser (Std, Radial e 4.7) e Dingue, em situação regular com sua inscrição na respectiva etapa da COPA YCP, e de acordo com as regras e qualificações de suas classes, supervisionadas pelos respectivos coordenadores estaduais credenciados pela FEVESP.
3.2 A inscrição e pagamento da taxa deverão ser realizados anteriormente à disputa de cada uma das etapas, via internet no link divulgado, até a quinta-feira que antecede o final de semana do evento, de acordo com as taxas discriminadas no item 3.3.
3.3 Deverá ser paga a seguinte Taxa de Inscrição, devida por embarcação e por Etapa:
A taxa é intransferível e sem direito de restituição.
STAR R$ 90
LIGHTNING R$ 90
TORNADO R$ 90
MT 19 R$ 90
A-CLASS R$ 60
SNIPE R$ 60
DINGUE R$ 60
FINN R$ 60
LASER (todas) R$ 30
OBS: Excepcionalmente, as inscrições poderão ser feitas até às 14:00 do sábado do evento, somente na secretaria do evento no YCP, quando será cobrado adicional de 20%.
3.4 Os velejadores que inscreverem-se antecipadamente para todas as 9 etapas da COPA YCP terão 20% de
desconto na taxa devida para o ano, sem direito a restituição. [Ex.: Laser (= 9 ETAPAS no ano; (= R$ 30 x 9 = R$270 com 20% de desconto = R$216))].

4. MEDIÇÕES: um barco ou equipamento poderá ser inspecionado a qualquer momento quanto ao cumprimento das regras da Classe. Caberá ao Coordenador Estadual ou Medidor fazer as verificações que cada classe recomendar.

5. CALENDÁRIO E PROGRAMAÇÃO:
5.1 CALENDÁRIO PARA 2015: a COPA YCP está homologada oficialmente pela FEVESP e será disputada em
uma série de 9 etapas, durante 9 fins de semana, sempre na RAIA 2, e nas seguintes datas:
1ª etapa 07 e 08 de fevereiro
Estamos aproveitando os meses de verão, que são os meses de melhores ventos na represa.
2ª etapa 21 e 22 de fevereiro
3ª etapa 11 e 12 de abril
4ª etapa 16 e 17 de maio
5ª etapa 13 e 14 de junho
6ª etapa 15 e 16 de agosto
7ª etapa 12 e 13 de setembro
8ª etapa 24 e 25 de outubro
9ª etapa 28 e 29 de novembro
5.2 NÚMERO DE REGATAS: em cada etapa da COPA YCP serão disputadas até 4 regatas, sendo 1 regata
no sábado e até 3 regatas no domingo.
5.3 PROGRAMAÇÃO POR ETAPA:
Aos SÁBADOS:
A partir das 11:30 haverá concentração dos velejadores no YACHT CLUB PAULISTA, com almoço de confraternização oferecido pelo clube aos inscritos, estando previstas palestras, clínicas rápidas, exibição de fotos e vídeos das regatas, sorteio de brindes patrocinados, avisos da CR, etc.
Os velejadores de outros clubes da represa que vierem por água poderão atracar seus veleiros no píer do YCP ou nas linhas de atracação que serão instaladas. Durante os almoços haverá a premiação dos vencedores da etapa anteriormente disputada pela COPA YCP.
A partir das 14:30 será disputada uma única regata em percurso TRIÂNGULO + BARLA-SOTA + TRIÂNGULO + PERNA DE CONTRAVENTO.
Aos DOMINGOS:
A partir das 13:00 haverá largada para regatas barla-sota (exceto para Tornado e A-Class), estando prevista a realização de até 3 (três) regatas seguidas.

6. PERCURSOS:
6.1 Na regata do sábado, para todas as classes, o percurso será TRIÂNGULO + BARLA SOTA + TRIÂNGULO + PERNA DE CONTRAVENTO, podendo haver encurtamento a critério da CR.
6.2 Nas regatas do domingo os percursos para cada classe serão os seguintes:
Tornado e A-Class: três triângulos.
Star, Lightning: barla sota de 6 pernas, com chegada na marca de sotavento.
Microtonner, Finn, Snipe, Laser (Std, Radial e 4.7) e Dingue: barla sota de 4 pernas, idem com chegada na marca de sotavento.
6.3 A critério da CR, a última regata do dia poderá ter acrescida com uma perna de contravento para a chegada de todas as classes, o que será sinalizado aos velejadores com sinalização “+”, juntamente com o sinal de atenção (5 minutos) ou durante a última regata do dia.
6.4 Nas regatas de domingo não haverá encurtamento no número de pernas, porém a CR poderá reduzir o percurso, alterando o posicionamento das marcas (bandeira CHARLIE ou da linha de chegada). Os limites de tempo por regata e horário limite para chegada são os definidos nas instruções de regata da FEVESP.
6.5 Nas regatas BARLA-SOTA do domingo haverá spare buoy na marca de contravento e gate na marca de sotavento.
6.6 As marcas deverão ser contornadas e deixadas por bombordo, a não ser que a CR decida utilizar o percurso invertido, que requererá sinalização apropriada.
6.7 Para mudar a próxima perna do percurso a CR poderá fundear uma nova marca (ou mover a linha de chegada) e remover a marca original tão logo quando for possível.

7. PROCEDIMENTO DE LARGADA
7.1 As classes largarão na seguinte ordem, ressalvado o agrupamento previsto no item 7.2:
1º Tornado e A-Class
2º Star
3ª Lightning
4ª Microtonner
5ª Finn
6ª Snipe
7ª Laser (Std, Radial e 4.7)
8ª Dingue
7.2 Para aumentar a eficiência operacional, a CR poderá agrupar duas ou mais classes na mesma largada, reunindo as bandeiras das classes em mesmo sinal de atenção (5 minutos).
7.3 As partidas serão dadas com intervalos de 5 minutos conforme sinalização padrão:
# 5 minutos: sinal de atenção com hasteamento da(s) bandeira(s) da(s) classe(s) a largar.
# 4 minutos: sinal de preparação com hasteamento da Bandeira P.
# 1 minuto: sinal com descida da Bandeira P.
# 0 minuto: partida
7.4 O sinal de partida de uma classe será o sinal de atenção da(s) classe(s) que larga(m) a seguir, e cuja(s) bandeira(s) será(ão) hasteada(s) neste mesmo sinal.
7.5 Um barco que partir depois de decorridos 5 minutos após o seu sinal de partida será considerado como não tendo partido. Isto altera a regra A4.
7.6 As classes que largarem escapadas terão novo procedimento de largada, iniciando-se com sinal de partida da última classe da fila.

8. PONTUAÇÃO:
8.1 Uma regata disputada já constitui validamente a etapa.
8.2 Quando até 3 (três) regatas tiverem sido disputadas por etapa, a pontuação do barco naquela etapa será a soma de suas pontuações em cada regata.
8.3 Quando as 4 (quatro) regatas da etapa tiverem sido completadas, a pontuação do barco naquela etapa será a soma de suas pontuações de cada regata, excluindo-se o seu pior resultado.
8.4 Para fins de ranking da série anual será aplicada regra de pontuação pelo critério do nome do comandante da embarcação em determinada classe. Se o comandante mudar de classe durante as 9 etapas, a pontuação acumulada na classe anterior permanecerá separada.
8.5 Para a premiação na série anual, cada velejador terá direito a descartar 1 regata para cada 4 regatas que participar (ou seja, 25% do total), inclusive DNC de etapas em que não se inscreveu ou não disputou.
8.6 Será aplicado o sistema de pontuação linear do Apêndice A.

9. SISTEMA DE PUNIÇÃO:
9.1 Será aplicado o Apêndice P.
10. ACOMPANHANTES E LOCAL DE PERMANÊNCIA:
10.1 Aos sábados de cada etapa serão bem vindos ao YCP acompanhantes e convidados dos velejadores inscritos, para participarem da confraternização e para assistirem a partida e a chegada dos velejadores.
Nesse caso será importante fazer a solicitação de ingresso na véspera via e-mail para secretaria@ycp.com.br para que seus nomes fiquem anotados na portaria do YCP. O consumo de convidados e acompanhantes não estará incluso na inscrição, e deverá ser pago no ato.
10.2 Nos dois dias de cada etapa os velejadores inscritos também poderão ingressar com seus veleiros no YCP por terra, e usarem as facilidades do YCP para a descida até a água.
10.3 Durante o evento os veleiros visitantes deverão ficar estacionados no local designado pela organização.

11. PREMIAÇÃO:
11.1 Premiação por Etapa: prêmios serão concedidos por etapa para as classes com no mínimo 2 embarcações inscritas. Em cada etapa haverá premiação por classe aos 1º e 2º classificados no geral. Na classe Laser, serão premiados os dois primeiros colocados de cada categoria (Std, Radial e 4.7).
Também haverá premiação aos 1º colocados na categoria B nas classes Microtonner e Snipe. Caberá aos coordenadores das classes indicarem os velejadores da categoria B.
11.2 Premiação para a Série Anual: a COPA YCP premiará, em cada classe, os 3 melhores classificados no geral de TODAS AS CLASSES e os 3 melhores classificados da categoria B das classes Microtonner e Snipe, considerando-se a soma de pontos acumulados de todas as regatas disputadas durante as 9 etapas, e  descarte de 25% dos piores resultados, conforme item 8.5.
11.3 A premiação da 9ª etapa e a premiação da série de regatas disputadas durante toda a temporada pela COPA YCP será entregue durante jantar solene a ser realizado no salão social do YCP, conforme aviso e convite que será enviado oportunamente a todos os inscritos.

12. ISENÇÃO DE RESPONSABILIDADE E CESSÃO DE DIREITO DE USO DE IMAGEM: os competidores participam da regata a seu próprio risco. Considere a regra 4, Decisão de Competir. A autoridade organizadora não terá qualquer responsabilidade por danos materiais, físicos ou morte relacionados diretamente com a série de regatas, saídas para treinos, e eventos ocorridos antes durante ou depois de completadas as provas.
Os velejadores devem concordar com a utilização de fotos e vídeos pelos organizadores do evento, sem haver a necessidade de prévia autorização.

13. INFORMAÇÕES: para mais informações entre em contato com o Coordenador Estadual da sua classe, ou com o YCP:
Yacht Club Paulista a/c Diretoria de Vela
Tel (11) 5514-6911, (11) 5514-6912
e-mail: copavela@ycp.com.br ou através da página do facebook do Yacht Club Paulista.

Jose Francisco Agostini Roxo Alberto Barzaghi Hackerott
Comodoro YCP Diretor de Vela YCP
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O Informativo do Velejador Brasileiro.