EVENTO (…) PERTENCEM A TODOS NÓS! – Teatro Municipal Procópio Ferreira – dia 26/09/2018

O MUSEU HISTÓRICO NACIONAL está de Luto, pela perda irreparável de boa parte da Memória Nacional, por descaso para com os bens públicos que nos foram legados por inúmeras gerações e que hoje pertencem a todos nós.

Nós temos a nossa parcela de culpa, pois não lutamos pela preservação dos nossos bens culturais; apenas os deixamos sob a guarda do poder público, sem atentar que pertencem a todos nós.

Não os declaramos no Imposto de Rendas como sendo parte da nossa propriedade; apenas pagamos altos impostos para transferir a guarda do nosso quinhão para quem nos governa, sem exigir o bom trato dos bens materiais inalienáveis que pertencem a todos nós.

Somos culpados? Talvez sim, por acreditamos que a guarda e conservação do patrimônio histórico e artístico nacional é de responsabilidade exclusiva do serviço público, sem ajuda-lo – como seria desejável – e, sequer, exigir provas das ações mínimas de proteção dos bens públicos, repito, que pertencem a todos nós.

Mas é diante de uma desgraça irreparável – como sempre acontece – que elevamos a nossa voz, a nossa indignação, sem, muitas vezes, perceber que outros assombros virão pela ausência da guarda dos bens públicos que pertencem a todos nós.

Precisamos urgentemente trocar o Luto pela Luta antecipada, nos engajando com palavras e atos comunitários de apoio à preservação dos bens patrimoniais que materializam a nossa História, e pertencem a todos nós.

Aqui, na nossa região metropolitana da Baixada Santista, estamos lutando pela inclusão de dois primeiros bens materiais do Estado de São Paulo no acervo do Patrimônio Cultural da Humanidade da UNESCO – Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura – os quais, como sabemos, pertencem a todos nós.

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Foto: Victor Hugo Mori – Arquiteto do IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

Os dois bens patrimoniais indicados possuem histórias fantásticas: o Forte São João de Bertioga deu guarida à formação e expedição da esquadra de Estácio de Sá, para fundar a cidade do Rio de Janeiro, garantindo assim a unidade territorial do Brasil com a expulsão dos franceses; a Fortaleza de Santo Amaro da Barra Grande, pela proteção da barra do Porto de Santos, na Colônia, no Império e início da República do Brasil. Ambas, como sabemos, pertencem a todos nós.

Esta ideia de pertencimento será lançada na noite do próximo dia 26 de setembro no Teatro Municipal Procópio Ferreira, pela Prefeitura de Guarujá, conclamando todos nós à luta perene pela preservação e novos usos do Museu Histórico Fortaleza da Barra, um patrimônio militar edificado a partir de 1584 “con la trata que para ello (Gerônimo Leitão) dio Bautista Antonelli”. Quase tudo que a Família Antonelli construiu na Europa, na África e na América permanece de pé, desafiando o longo passar dos séculos, as intempéries e, por vezes, o terrível abandono… O Museu do Forte pertence a todos nós!

Para saber mais:

UNESCO: http://whc.unesco.org/en/tentativelists/5997/

IPHAN: http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/1609/

UNISANTOS: http://www.unisantos.br/fortifications

FORTALEZAS.ORG: http://fortalezas.org/?ct=fortaleza&id_fortaleza=193&muda_idioma=ES

Elcio Rogerio Secomandi
– Professor Emérito da UNISANTOS / Cidadão Honorário de Guarujá

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