Resultados Copa Brasil de Vela

Foto: ABVO

O ano começou agitado para a vela oceânica brasileira, com regatas em diversas regiões do país. Tradicionalmente o primeiro grande evento que reúne as principais classes que fazem parte da ABVO é a Circuito Oceânico de Santa Catarina. De lá cada barco partiu para o seu estado, onde são realizadas as regatas regionais. Com estes resultados computados, os primeiros líderes da Copa Brasil de Vela Oceânica já são conhecidos.

Na ORC o líder é o Bijupirá, um Beneteau 40.7 do Grêmio de Vela da Escola Naval, com 23 pontos. Empatado, mas na segunda colocação, aparece o Maestrale LogSub, Skipper 30 do Comodoro da ABVO Adalberto Casaes. O Stand By Me, um ILC25 que foi de Lars Grael, mas que agora está nas mãos de Adriano Santos em Porto Alegre, está em terceiro, com 22 pontos e ainda na briga pelo título geral da competição.

Na IRC, os três primeiros colocados são de Santos, o que prova que a classe tem dado certo por lá e se mantém bastante ativa, com regatas barla-sota e de percurso. Com 34 pontos, o Beneteau First 35 de Jonas de Barros Penteado Asbar IV largou na frente, com o Rudá, First 40 de Mario Martinez bem na cola, apenas dois pontos atrás.  O Inaê Transbrasa, Jeanneau 50DS de Bayard Umbuzeiro Filho, aparece em terceiro com 25 pontos.

Na RGS quem lidera é o Zeus, um Beneteau 40.7 de Mitsuo Shibata, com 14 pontos, seguido pelo Delta 26 Dorf, de Roberto Schnardorf, com 12, e pelo Sextante 1, um Skipper 21 de Thomas Shaw, com 10. Vale lembrar que só podem participar da Copa Brasil os barcos que forem associados à ABVO. Para fazer a sua associação, clique aqui.

As regatas continuam sendo disputadas em todo o Brasil e os resultados serão computados até o final do ano,  quando o veleiro campeão da classe com maior número de pontos levará para casa também o Troféu Transitório José Carlos Laport, de Barco do Ano.

Confira as regatas válidas pela Copa Brasil clicando aqui e o regulamento, aqui.

Os resultados completos das três classes também já estão disponíveis no site da ABVO nestes links:
ORC
IRC
RGS

Foto: ABVO

Palavra do Comodoro ABVO 2018

A mais tradicional regata oceânica da vela brasileira nasceu em 1951. Poucos anos adiante, exatamente em 5 de janeiro de 1955, foi criada a Associação Brasileira de Veleiros de Oceano (ABVO), uma vez que os velejadores daquela época já identificavam a necessidade da existência de entidade que organizasse as competições envolvendo veleiros com características diferentes, mas que pudessem ser equalizados e comparados  sob regras e medições buscando rigorosa justiça de resultados.

Diversos e destacados nomes passaram pela direção da ABVO, desde os pioneiros Fernando José Pimentel Duarte, Mário Simões, José Roberto Braile, e, mais recentemente, Lars Grael e Paulo Freire, que conseguiram resgatar nos últimos anos a melhor estrutura desta associação que congrega, atualmente, cerca de uma centena de veleiros de oceano.

Não devemos perder de vista que as motivações que fizeram a ABVO nascer e hoje a fazem prosperar são, fundamentalmente, as mesmas daquele passado que já se torna distante.

Isto ocorre porque é essencial a busca incessante de modelos baseados em medições práticas e fórmulas matemáticas que tornem possível mensurar e amparar desempenhos de barcos diferentes, velejando em raias idênticas e em percursos pré estabelecidos. É dessa maneira que, nos dias atuais, a ABVO gerencia as principais regras de rating reconhecidas mundialmente, credenciando os veleiros que queiram participar de regatas oceânicas e ter seus resultados reconhecidos e homologados no cenário esportivo da vela nacional.

Portanto, diferentemente de veleiros monotipos padronizados, na vela oceânica encontraremos barcos com vários deslocamentos, medidas de construção diferenciadas e emprego de velas distintas no material de confecção, técnicas de construção e dimensões, mas que desejam competir entre si de forma correta e justa. Esse, podemos dizer, é o principal aspecto que justifica a existência de uma “agência reguladora” no processo de competição da vela de oceano, papel bem desempenhado pela ABVO, pois representa o órgão gestor dos veleiros de oceano com a outorga e chancela da CBVela.

Detalhando um pouco mais, a ABVO gerencia no Brasil as regras internacionais de rating, ORC e IRC, reconhecendo e promovendo as regras BRA RGS da Associação Brasileira de Velejadores da Classe, além da MOCRA para Multicascos e também a categoria de veleiros Clássicos da Associação Brasileira de Veleiros Clássicos (ABVClass).

Esperamos, assim, que todos os veleiros que navegam sob quaisquer que sejam as regras, se aliem, apoiem, participem e se associem à ABVO para que possamos, cada vez mais, fortalecer a  Entidade que representa, sem exceção, aqueles que se sentem atraídos pelo mar, pela navegação, e pelo desafiador mundo da vela praticada em equipe e em pleno oceano.

Finalmente, como Comodoro em exercício, eleito em 2017 para o biênio em curso,  registro minha intenção e compromisso aplicando esforços para dar continuidade e aprimorar os progressos recentes, contando, para isso, com a contribuição de equipe abnegada e competente que desde alguns anos tem feito trabalho admirável.

Bons Ventos e Mares Tranquilos!

 

Adalberto Casaes
Comodoro

Data: Release 23 de março de 2018

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Nosso endereço é:

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